June
29

Finalmente daremos adeus aquele placar de lâmpadas que habita a curva a tantos anos, segundo as imagens do projeto ganharemos um telão no teto da curva, e poucos repararam ou conhecem as placas de informação/publicidade intermediárias que aparecem no minuto 2.20 do ultimo vídeo divulgado, espero que elas realmente façam parte do projeto.

Nos estádios mais modernos e mais adaptados ao multiuso a única finalidade do telão é transmitir imagens do evento que está acontecendo, as demais informações são transmitidas nas placas intermediárias de publicidade/informação. Essas placas são muito importantes para o clube, pois diferente das que contornam o campo, estas são de propriedade do clube, ele que as comercializa. Tomemos como exemplo um jogo do Palmeiras, o que apareceria no telão: imagens do jogo, foto dos jogadores nas escalações, substituições e gols. Placar do jogo e de outras partidas da rodada, tempo de jogo, nome e número dos jogadores nas escalações, substituições, gols e datas dos próximos jogos apareceriam nestas placas eletrônicas intermediarias, situadas entre o primeiro e o segundo anel de camarotes, quando não há informação a ser transmitida, elas são usadas para publicidade, ou da empresa que adquiriu o naming rights ou de alguma secundária. Além disso, nos estádios norte-americanos quando um home run ou um touch in down é marcado, estas placas exibem uma animação festiva, e após esta animação informam o autor do tento.

Nesta imagem podemos ver dois anéis de placas de publicidade/informação no Giants Stadium

neste vídeo podemos ver um home run em um estádio de baseball, reparem na animação que entra quando o ponto é marcado.

Modelos de telão:

Pode parecer besteira mas o tipo de telão é importantíssimo para adaptar a arena aos mais diversos tipos de eventos nas diversas configurações possíveis. Por exemplo, sabemos que na Arena Palestra Italia, a curva poderá ser usada como anfiteatro para pequenos concertos, shows, palestras, ou em um esporte indoor como futsal ou MMA, etc. De que adiantaria um telão na beirada da cobertura virado para o campo? Nada. O melhor modelo de telão para a curva seria o usado nos EUA, principalmente em estádios da NBA.

June
7

Ídolos! That’s all we need

por Ricardo Teixeira

O post de hoje não está diretamente ligado à Arenas, mas não deixa de afetar o “business” de uma.

Na próxima quarta, o Gladiador retorna ao Palestra Itália e junto com ele o novo-velho patrocinador FIAT. E pelo que dizem, ele chegará dirigindo o novo modelo Fiat Uno. E junto a essa bagagem vem um ídolo que a nossa torcida tanto carece. Ele pode não ser um dos melhores atacantes do mundo, mas em sua ultima passagem marcou a todos nós pelos seus valores que ficaram diretamente ligados a marca do Palmeiras.

Jogadores que conseguem ter uma identificação com a equipe que joga sempre conseguem se superar dentro de campo. Nós palmeirenses sempre nos identificamos com jogadores talentosos e técnicos: Ademir da Guia, Alex, Valdívia, entre outros. E o Kleber, mostra um incremento de valores à marca Palmeiras: garra e raça!
Vocês podem perceber que nos ultimos anos, temos aderido a estes valores com o proprio Gladiador ou até mesmo com o Animal. Mas sem abandonar o nosso principal: jogadores técnicos e talentosos no meio de campo.

Todos os clubes no Brasil já não conseguem manter seus ídolos por aqui. Exceto nós com o Marcos e o SPFC  com o Ceni. O Kleber torna-se uma esperança de que dure por muitos anos.
Hoje vivemos uma evolução no que se diz a respeito no Marketing Esportivo, cada vez mais as empresas querem associar suas marcas aos valores dos clubes e consequentemente aos seus jogadores (que também estão incluso nos valores do clube). E o que isso traz? Ações direcionadas, produtos e serviços especializados, parcerias duradouras, entre outra N coisas que se dá pra fazer.

Mas o que isso tem a ver com Arenas?

Naming Rights, Super apresentações, parceiros pontuais, eventos, etc.

Deixe-me ser um pouco mais claro: Se o Palmeiras possui jogadores que estão dentro de seu perfil (tradicional, técnico e – ultimamente – raçudo) e consegue “vender” para seus patrocinadores e, estes querem associar suas marcas a esses valores, teremos parcerias longas e o uso dos jogadores para ações. Tal como o Kleber será em sua apresentação junto a Fiat. Desta forma, fortalecendo o vínculo de ambos e aumentando o leque de negócios.

Como foi dito acima, por estar habituada ao clube, o patrocínio pode evoluir para um naming rights. Ou até mesmo se aproveitar da estrutura moderna da Arena para eventos para a apresentação de seus produtos e serviços durante ações do time tanto em dias de jogos como em dias que eles não são realizados.
E isso torna-se um efeito dominó, pois, outras parceiras ou até mesmo alguém que queira investir pela primeira vez gostaria de fazer isso dentro do espaço de uma Arena, pois, terá um local visado e com todas as ferramentas necessárias para qualquer tipo de evento. Consequentemente aumentando o leque de negócios, o faturamento da empresa e da Arena.

No próximo post serei um pouco mais específico sobre Arenas. Não sei se gostaram dessa abordagem, mas tive que aproveitar o momento pra encabeçar os dois assuntos.

E seja bem-vindo de volta Gladiador!

April
25

Naming Rights

por Ricardo Teixeira

O primeiro caso de naming rights do Brasil, e talvez do mundo, foi do Palmeiras. Quando o Palestra Itália comprou o terreno da cervejaria Antarctica. Onde o nosso estádio ficou conhecido como Parque Antarctica. Mas isso foi em 1920 e o nosso Palestra não recebeu nada por isso além do terreno. Hoje a história é outra….

Naming rights é, basicamente, a celebração do contrato onde uma entidade esportiva cede o nome de sua Arena para a marca de uma empresa por um período (normalmente longo). Exemplo: Emirates Stadium e Kyocera Arena. E essa cessão vale muita grana! Mas muita grana.

A prática é comum nos EUA em alguns estádios da Europa. Pois, é uma ferramenta do marketing esportivo que ajuda a alavancar as receitas do clube, além de conquistar um parceiro para outras ações como patrocínio de camisa e facilidades nos produtos e serviços da empresa que está dando o nome para a Arena. Logo abaixo mostro os valores dos contratos ao redor do mundo.

*Do montante de Euros 400 milhões do Arsenal, uma parcela é dedicada para o patrocínio da camisa por oito anos.

E aqui no Brasil? O único caso de um clube de futebol foi a Kyocera Arena do Atlético-PR, com um contrato de R$10 milhões por 10 anos. Só que não deu certo (durou apenas 3 anos), pois, a mídia em geral não respeitou o contrato do clube e nem o Atlético PR exigiu que respeitassem. Anunciavam em jornais, sites e televisão o nome “antigo” do estádio: Arena da Baixada. Causando um mal estar entre a empresa e o clube.
Isso é extremamente ruim para o negócio. Que entre outros fatores, ajudou na saída da empresa do Brasil.

É comum entidades (FIFA, UEFA, etc.), por terem direitos sobre os eventos, regulamentarem a não divulgação do naming rights para não entrarem em conflito com os patrocinadores masters das competições. A Allianz Arena era chamada de München Arena na Copa do Mundo de 2006 e até hoje o Emirates Stadium é chamado de Arsenal Arena. Pode até ser prejudicial para os clubes e empresas, mas é tudo acordado e a mídia respeita quando não existe tal regra.

Como havia dito, aqui no Brasil, a mídia não respeita. Principalmente naming rights de competições como a Santander Libertadores e Copa Kia do Brasil. É uma tremenda puta*ia. Pois, esses contratos são feitos para gerar receitas aos clubes e aumentar a exposição da marca da empresa.
Com relação a nossa Arena, a Traffic está negociando com empresas para fechar o contrato de naming rights. A receita para o Palmeiras se dará pelo seguinte: 5% de início, e acrescendo 5% a cada cinco anos, chegando a 30% até o fim do contrato com WTorre. Lembrando que as empresas não pagam 100% do valor no início, e sim divido em parcelas anuais (a cada 10 anos, a cada 5 anos, ano a ano, etc.).

A ferrementa naming rights não se aplica somente ao nome do estádio. Pode-se atribuir a marca de empresas aos setores dos estádios e ao centro de treinamentos como acontece com o José Alvalade do Sporting Lisboa de Portugal, onde a Portugal Telecom dá nome aos setores dos portões 1 e 2, e os portões 3 e 4 ficam com o Bco. Espírito Santo e EDP, respectivamente, por 2 anos num valor de R$2,1 milhões cada. E a Puma paga EURO 7 mihões pelo CT. Assim, mantendo o nome do estádio.

Agora faço 3 perguntas a você depois de aprender sobre o que é um naming rights:

  1. Acharia ruim caso a mídia não respeitasse a empresa que vai colocar seu nome na Arena Palestra e que está gerando receitas para o Palmeiras?
  2. Caso ela não respeitasse mesmo, o clube deveria exigir tal direito?
  3. Qual tipo de contrato você preferiria, nome da marca integral no estádio ou em setores? Lembrando que o valor diminui.
November
9

Naming Rights

por Junior Gottardi

Andei meio sumido de postar aqui no blog por estar muito concentrado nos jogos do Palmeiras nessa reta final de campeonato! Estou tentando me recuperar do assalto de ontem no Maracanã como o resto da nossa torcida…

Hoje vou abordar um tema bastante polêmico no projeto da Arena Palestra Itália que é a “venda” do nome do nosso estádio para uma grande empresa.

Essa é uma maneira de captar $$ para o clube que é muito popular tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. No mundo do futebol, os países que mais se destacam utilizando essa inteligente fórmula são a Inglaterra e a Alemanha.

Um caso muito bem sucedido de “Naming Rights” é o do Allianz Arena que hoje é um símbolo da cidade de Munique e uma Arena conhecida no mundo todo depois de abrir a Copa de 2006.

Você deve estar se perguntando quanto um clube europeu está recebendo em $$ para ceder esse espaço para uma empresa.

Um bom exemplo de um caso de sucesso é o Emirates Stadium do Arsenal, em que o clube inglês recebeu 100 milhões de Euros por um contrato de 10 anos com a companhia aérea Árabe. Um negócio fantástico tanto para o clube quanto para a empresa.

Outro clube que está tentando superar esse valor e aproveitar para aumentar o seu faturamento é Chelsea que está tentando captar 165 milhões de euros por um contrato de 15 anos.

Essa fórmula de patrocínio ainda pouco utilizada no Brasil, que teve apenas o Atlético PR utilizando esse método em sua Arena há alguns anos atrás, será a principal propriedade publicitária da Arena Palestra Itália.

Estamos falando de valores girando em torno de 150 milhões de reais por um contrato de 10 anos! O que será um divisor de águas no mercado de propaganda esportiva brasileira e ajudando muito o Palmeiras a ter uma receita extra que poderá ser investida totalmente no time de futebol.

Clique aqui para ir ao site português Futebol Finance que aborda mais o assunto!

Mudando um pouco de assunto, o andamento da parte burocrática da Arena Palestra Itália está chegando ao seu final e faltam pequenos detalhes para termos o alvará definitivo!

March
2

Gestão de Arenas

por Junior Gottardi

O nosso amigo Ricardo Teixeira (não o presidente da CBF Happy, mas um palmeirense dos bons), me enviou um material sobre gestão de Arenas de um curso que ele participou e que o foco era o Marketing Esportivo, realizado pelo jornal Lance!.

Achei o material muito didático e interessante, pois explica alguns detalhes que a grande maioria das pessoas desconhece, como:

Receitas de uma Arena
Importância de Arenas modernas
O modelo de financiamento
Atributos de uma Arena esportiva
Como Planejar uma Arena
Matchday Revenue
Naming Rights
Season Tickets
Catering

Existe muito mais tópicos para ler e aprender que estão ao longo desse mini curso.

Aqui está o link para donwload via Rapidshare, ele está comprimido em zip, que será necessário o uso de um aplicativo como o Winrar ou Winzip para poder abrir o arquivo e o formato de leitura é o popular PDF onde o Acrobat da Adobe pode mostrar ele para você.

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