September
30

Sorriso Amarelo

por Junior Gottardi


Essa iniciativa já existe há algum tempo mas um grupo de torcedores resolveu se movimentar e no jogo de amanhã, contra o América MG, vai realizar um protesto pacífico pedindo o mesmo tratamento do governo para o Palmeiras.

Nós, torcedores, não podemos nos omitir nessa situação absurda em que os nossos rivais estão sendo beneficiados com incentivos públicos com a desculpa de estarem “ajudando” a cidade para a Copa de 2014.

SCCP – Está recebendo mais de R$ 900.000.000,00 do governo em incentivos e empréstimos subsidiados do BNDES; isso sem contar a doação do terreno de 200 mil metros quadrados onde será construído o Itaquerão.

SPFC – A contestada Linha 17 de monotrilho que seria construída para a Copa do Mundo de 2014 para melhorar a infra-estrutura de transporte para o Morumbi, vai ser construída de qualquer jeito, mesmo com o estádio fora do evento; sem esquecer de que essa linha não possui demanda suficiente para o investimento de mais de R$ 3.000.000.000,00 de reais. Além disso, a prefeitura vai gastar mais de R$ 400.000.000,00 de reais para melhorar o entorno do Morumbi e construir um mega estacionamento com 1600 vagas na praça em frente ao estádio.

Já nós tivemos que pagar mais de R$ 10.000.000,00 de reais para melhorar o entorno da Arena com o intuito de ajudar o trânsito na região.

Será que mais uma vez o Palmeiras vai ser o único injustiçado?

September
18

O Donizeti, no post anterior colocou em discussão um assunto muito interessante sobre a Arena. Ele estava comentando sobre a banalização do termo “Arena” no Brasil, principalmente agora com o “boom” de novos estádios que estão sendo construídos para a Copa de 2014.

Concordo com o Donizeti no seu ponto de vista, posso até estar falando bobagem sobre o aspecto de divulgação da futura marca que comprará o naming rights da Arena, mas acho que a WTorre/Traffic poderiam sugerir alguma coisa diferente ao nosso futuro patrocinador.

No comentário do Donizeti, ele lembra muito bem alguns exemplos, como o estádio do Borussia Dortmund – Signal Iduna Park ou o futura casa do time de futebol americano de Los Angeles – Farmers Field.

Entendo que seria uma solução interessante e que se bem trabalhada poderia até ajudar mais na exposição da marca.  Poderíamos usar algumas outra definições, como Stadium, Park ou até Parco (significa parque em italiano).

Vou passar essa sugestão para o pessoal da WTorre, mas acho muito difícil que a empresa que comprar os naming rights querem usar alguma coisa diferente de Arena…

Por isso eu acho mais provável que o nome será: Arena Unimed, Arena Itaú e etc…

Pessoal, só peço para não desvirtuarem o assunto nos comentários, falando que são contra o naming rights, porque não vai adiantar nada ficarmos perdendo tempo discutindo uma situação que não vai se reverter, né?

June
15

Atitude

por Junior Gottardi

Depois de muito tempo sem escrever a minha coluna aqui no PTD, volto para comentar sobre a situação vergonhosa da liberação de $$$ público para as obras no Itaquerão e no entorno do Morumbi.

Para quem não está muito por dentro do assunto, vou ajudá-los um pouco a conhecer melhor toda essa palhaçada:

Kassab libera R$ 420 milhões em incentivos para o Corinthians

Clique aqui para ler.

Membros de organizada invadem reunião e xingam Aurélio Miguel

Clique aqui para ler.

Lendo essas duas matérias, dá para perceber o quanto os nossos rivais estão sendo beneficiados. Fico na dúvida para saber o que é mais vergonhoso; os mais de R$ 460.000.000,00 de reais para o entorno do Morumbi (no total a linha 17 vai custar mais de R$ 3 bilões de reais) ou a isenção recorde para o SCCP construir o seu estádio!

Estamos em um momento crítico que vai determinar o futuro dos próximos 20 ou 30 anos do futebol paulista. O aparelhamento dos equipamentos dos três grandes clubes de SP vai ser responsável por um salto gigantesco no faturamento global das equipes. O problema é que enquanto nós conseguimos, com muito suor, viabilizar a Arena Palestra Itália em dois anos de aprovações na prefeitura para ter o alvará, acertar o parceiro e gastar mais de R$ 10 milhões de reais no entorno, o SCCP como se fosse por um passe de mágica, consegue o alvará em menos de 6 meses e incentivos fiscais milionários para a construção do Itaquerão e o SPFC utiliza de todos os artifícios possíveis para conseguir o tão sonhado estacionamento com 1600 vagas para o Morumbi.

E qual é a atitude do Palmeiras nessa história toda?

Total passividade!

A atual diretoria comandada por Arnaldo Tirone, Mustapha Contursi, Roberto Frizzo e Della Monica, apenas acompanham o processo como se o Palmeiras não tivesse nada a ver com esse beneficiamento direto aos rivais. Como o próprio Roberto Frizzo disse para mim: “Nós temos que cuidar do Palmeiras e esses assuntos não tem nada a ver conosco”. Lamento informar ao nosso VP de futebol, que um campeonato não se ganha apenas em campo, mas você precisa ter estrutura e principalmente $$$ para investir em bons jogadores, técnicos e etc… Por isso SPFC e SCCP brigam tanto por esses “incentivos fiscais” do governo e de uma forma desleal, vão conseguir se aproximar de nós (em estrutura) que batalhamos muito para a Arena Palestra Itália ser viabilizada via capital privado.

Eu já disse diversas vezes aqui no PTD e no La Nostra Casa que sou totalmente contrário ao uso de $$$ na Arena Palestra Itália, mas não podemos deixar de pensar comercialmente e ver os nossos rivais serem beneficiados dessa forma vergonhosa e não exigir um tratamento igual por parte do governo municipal, estadual e federal.

Temos que exigir ISONOMIA e por isso peço a vocês palmeirenses que tem contato direto com conselheiros e diretores do clube, que os pressionem  para defender o interesse do Palmeiras também na esfera política, porque não podemos ficar vendo o bonde passar e ficarmos passivos durante todo o processo.

Mea Culpa

Também tenho uma parcela de culpa nessa confusão e explico melhor para vocês no final desse texto. Como já tinha comentado por aqui, em 2009 o nosso parceiro Walter Torre Jr. ofereceu ao então governador José Serra o Palestra Itália para a abrir a Copa do Mundo de 2014, mas infelizmente o nosso ilustre palmeirense não quis comprar a briga com o SPFC e hoje estamos nessa situação.

O Professor Belluzzo vive uma situação paradoxal; ao mesmo tempo ele foi a pessoa que deu credibilidade a WTorre para que o projeto saísse (isso foram as próprias palavras do Walter Torre Jr. para mim), mas não aproveitou a oportunidade de aniquilar comercialmente nossos rivais em 2009 e junto com a Diretoria de Planejamento da época, não quis bater de frente com o governador e o SPFC.

Eu como tinha contato com dois diretores de planejamento da época (José Cyrillo Jr e Vicente Críscio) e com o próprio Professor Belluzzo, deveria ter insistido mais para mostrar a importância de não termos mais concorrentes em SP e consequentemente abrir a Copa do Mundo de 2014 no Palestra Itália.

Se tivéssemos tido uma atitude mais pró ativa naquele momento, poderíamos não ter sofrido tanto para aprovar os modificativos no projeto da Arena nas comissões da prefeitura e também teríamos conseguido salvar a cidade de SP dessa bandalheira com $$$ público.

Curtas:

4 – Queira mandar os meus parabéns ao meu amigo e conselheiro, Claudio Baptista Jr. que fez um ótimo discurso no Conselho Deliberativo do Palmeiras pedindo uma atitude sobre esse desperdício de $$$ público para o Itaquerão e o entorno do Morumbi.

Texto postado originalmente no Palmeiras Todo Dia.

May
5

Conta de português…

por Junior Gottardi

Com a insistência do nosso presidente em querer renegociar o contrato da Arena Palestra Itália com a WTorre, continuamos vivendo uma situação ridícula e cada vez mais fica latente a falta de conhecimento técnico e de uma visão macro da atual situação do mercado de hospitalidade em estádios e shows na cidade de SP.

Vou apresentar para vocês dados do último balanço do SPFC que mostra a importância para o clube as receitas provenientes do Morumbi.

Esse aumento nos últimos anos na receita do Morumbi vem de duas ações importantes que o SPFC priorizou no estádio e que deram bons resultados. Na tabela seguinte fica claro a importância para eles do $$$ que vem dessas propriedades.

As duas maiores fontes de receita do Morumbi são a venda de camarotes/cadeiras cativas e da locação para grandes shows. Fazendo uma conta rápida, somando os dois  R$ 19.414.000,00 + R$ 8.400.000,00 = R$ 27.814.000,00. Esse valor representa 88.27% do faturamento global do Morumbi, sem contar com os R$ 22.260.000,00 que vem da bilheteria dos jogos do clube!

Somando o faturamento das duas propriedades que eu falei + a bilheteria dos jogos, o SPFC consegue arrecadar com o Morumbi um total bruto de R$ 50.074.000,00

Um bom valor para um estádio extremamente antiquado e que não oferece condição nenhuma de conforto para o torcedor e os espectadores dos shows.

Agora você deve estar se perguntando o que isso tem a ver com a Arena Palestra Itália?

Tem tudo a ver, porque o SPFC é um concorrente direto nosso e cada real que entre nos cofres deles é um problema para nós, porque eles estarão mais capitalizados para comprarem jogadores de primeira linha e manterem times competitivos sempre.

Só que agora existe um fator preocupante para o pessoal de Jardim Leonor, pois eles estão conseguindo esses valores por NÃO EXISTIR NENHUM concorrente na cidade SP para brigar com o Morumbi.

Com a construção de um equipamento infinitamente superior ao Morumbi, as receitas nessas propriedades irão despencar e consequentemente o poder financeiro do SPFC vai cair bastante.

Que empresa vai continuar pagando milhares de reais um camarote no anel inferior do Morumbi, onde a visibilidade é péssima e o os principais eventos serão na Arena Palestra Itália?

Foto: Camarote Unyco no anel inferior do Morumbi

Falando sobre os shows é até covardia; teremos condições de abrigar a mesma quantidade de público que o Morumbi (60 mil pessoas), mas com a vantagem de termos uma hospitalidade (estacionamento, acesso e etc…) muito melhor e cobrarmos ingressos mais caros devido ao conforto que o Morumbi não oferece.

Como eles vão concorrer com isso nos próximos anos?

Fica complicado de precisar qual será a queda na arrecadação do Morumbi depois que a Arena estiver funcionando, mas arrisco dizer que haverá uma queda de aproximadamente 70% nessas receitas.

Quis apresentar esse estudo para vocês entenderem que a Arena Palestra Itália não vai nos ajudar apenas de forma direta, mas indiretamente vamos conseguir diminuir significativamente as receitas do SPFC e consequentemente do SCCP!

Por isso a importância de mantermos o projeto do Arena Palestra Itália sem nenhum tipo de atraso e principalmente conseguir ser a sede da Copa das Confederações e posteriormente recebermos a Copa de 2014.

Faço mais uma vez um apelo ao Presidente Arnaldo Tirone, que não pense pequeno e consiga abrir a mente para ver o negócio de uma forma mais ampla, poiis muitas vezes é mais interessante tirar muito $$$ do concorrente do que aumentar um pouquinho a nossa receita…

O que o Tirone deveria mesmo é pedir ISONOMIA para o governo e conseguir os milhões e bilhões de reais que o SPFC e o SCCP estão ganhando para “ajudar” a cidade, sendo que o pior é que o SPFC nem vai participar da Copa de 2014…

Fonte dos dados do SPFC são do Olhar Crônico

April
30

Pessoal, estou há um bom tempo sem escrever a minha coluna aqui no PTD, a razão disso são os últimos acontecimentos que venho acompanhando no Palmeiras e para não prejudicar o clube preferi ficar calado.

Infelizmente não gostaria de estar escrevendo esse texto, gostaria de estar dando os parabéns para o presidente Arnaldo Tirone e o diretor de futebol Roberto Frizzo pela conquista do Paulistão ou da Copa do Brasil, mas como tudo para nós palmeirenses é complicado, vou ter que comentar essa situação ridícula que estamos atravessando nesse momento tão importante da nossa história.

Como todos sabem eu sou uma das pessoas que mais acompanhou de perto o andamento de todo o processo da Arena; tenho que lembrar que o meu amigo Claudio Baptista Jr. colunista do 3VV também é outra pessoa que sofreu junto comigo todos os dramas durante esses últimos três anos, aliás ele é na minha opinião um dos maiores especialistas quando se fala sobre as exigências do famoso Padrão FIFA. Não se esqueçam de ler o ótimo post que ele fez sobre uma eventual parada da obra no link abaixo:

http://3vv.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=5074:arenas-por-que-parar-interrogacao&Itemid=22

Então eu tenho tranquilidade em falar sobre o assunto e vou tentar nesse texto explicar o ponto mais controverso (mais uma vez) a respeito do projeto.

Seguro (Performance Bond) – Esse é o mecanismo que garante a continuidade da obra, se eventualmente a construtora que está realizando o projeto não tiver condições de finalizá-la. Se isso eventualmente acontecer, o seguro é acionado e cobre a parte restante do financiamento até que outro parceiro entre no projeto e conclua a obra.

Agora a pergunta é seguro cobre os R$ 330.000.000,00?

Não, mas a prática de mercado é essa (eu me informei com alguns especialistas na área e me confirmaram isso), mas de quanto é a porcentagem do nosso seguro então?

O seguro cobre 42% do valor da obra, como já falei um valor normal em um empreendimento desse porte. Só que estamos esquecendo um detalhe importante, o empréstimo do Banco do Brasil é R$ 150.000.000,00.

Agora reparem em um detalhe interessante que poucas pessoas prestaram atenção…

Se somarmos R$ 150.000.000,00 + 138.600.000,00 = R$ 288.600.000,00

Esse é o valor total que está garantido, mas tem um pequeno detalhe que vai fechar esse quebra-cabeça; já foram gastos nas obras de demolição e de construção + de R$ 40.000.000,00!

Então vamos fazer a conta final para saber se a obra toda está segura:

Financiamento do Banco do Brasil = R$ 150.000.000,00

Seguro de 42% da obra                      = R$ 138.600.000,00

Gastos até o momento na obra        =  R$  40.000.000,00

Soma total                                            = R$ 328.600.000,00

Se o custo total da obra é de R$ 330.000.000,00 e nós temos garantidos para a obra R$ 328.600.000,00!

Qual é o risco que o clube e a WTorre estão correndo????

A obra está coberta em exatos 99,57%

Vocês acham que com esses números que apresentei acima existe o risco da obra não sair???

Existem diversos outros aspectos que já falamos milhares de vezes aqui no PTD e no La Nostra Casa sobre o assunto e não vejo necessidade de falarmos novamente como por exemplo, quanto o Palmeiras vai ganhar em cada propriedade do negócio, de quem é a bilheteria e etc…

Se alguém ainda quiser saber sobre esses assuntos, por favor entrem no link abaixo:

http://www.novaarena.com.br/duvidas.html

Voltando a falar desse imbroglio que está sendo muito desagradável para toda a torcida palmeirense e a Wtorre, a minha opinião é a seguinte:

-  Se o presidente Tirone queria rever o contrato que foi assinado na gestão passada e aprovado, no Conselho Deliberativo, COF e principalmente na Assembleia de Sócios, ele deveria ter feito isso de uma forma muito discreta e jamais falado publicamente detalhes que devem ser sempre discutidos apenas entre quatro paredes com nossos parceiros.

- Um detalhe muito importante durante essa eventual renegociação, seria aproveitar fatos novos (isenção fiscal por causa da Copa das Confederações ou da Copa do Mundo) para que com isso, o nosso Presidente tivesse em mãos alguma coisa REAL para poder barganhar algum benefício extra para o clube. Não consigo achar um jeito de rediscutir o contrato sem ter nada em mãos para oferecer!

-  Enquanto o Presidente Tirone fica obcecado em renegociar o contrato com a WTorre, SCCP e o SPFC estão pleiteando e conseguindo do governo, milhões e até bilhões de reais de $$$ público para obras no entorno do Morumbi e Itaquerão e o pior é o incentivo fiscal para o futuro estádio do SCCP. Enquanto isso nossa diretoria perde o foco e a oportunidade de ouro de pleitear ISONOMIA para o governo como nossos rivais estão fazendo.

-  Outro grave problema dessa confusão pública é que a imagem do clube vai sendo jogada no lixo. Essas atitudes intempestivas apenas afastam os possíveis interessados na compra dos Naming Rights, Camarotes Corporativos e outras propriedades.

Quem vai ter segurança em investir em um negócio em que ninguém fala a mesma língua e pessoas ligadas ao presidente tentam sabotar diariamente o projeto da Arena?

Também consultei alguns juristas sobre a atual situação e o parecer de um deles é o seguinte sobre o imbroglio:

A polêmica sobre a execução do contrato entre Sociedade Esportiva Palmeiras  e a construtora WTorre  nos remete a discussão dos princípios que devem nortear os contratos. Todos os contratos devem ter como um dos seus principais pilares o princípio da boa-fé objetiva. Esse princípio ordena que as partes comportam-se dentro de um padrão de confiança e lealdade, esse comportamento é responsável por deveres secundários mesmo que não previsto em contrato, para que seu fim seja alcançado e realizando as expectativas que foram vislumbradas no momento da sua celebração. De modo claro e objetivo, as partes devem agir com boa-fé antes, durante e após o contrato.

O que vemos no caso em tela é um contrato com validade jurídica, que teve todos os seus requisitos preenchidos (livre manifestação de vontade; – capacidade dos contraentes; – consentimento; -licitude do objeto; -possibilidade jurídica; -economicidade; – objeto determinado) ter sua execução em risco devido a conduta omissiva de uma das partes.

Esse tipo de omissão não encontra respaldo em nosso ordenamento jurídico,  podendo levar os contratantes ao indesejado litígio, no qual a parte que for considerada culpada deverá indenizar à aquela que agiu com boa-fé.

Se a situação entre as entidades for resolvida da pior forma, e as notícias veiculadas forem verídicas,  caberá a Sociedade Esportiva Palmeiras o pagamento de uma indenização de dezenas de milhões de reais a sua parceira, além do prejuízo à imagem e a confiabilidade da instituição.

Entretanto o prejuízo financeiro seria  apenas o início de uma nova desavença, já que o mandatário que causou deliberadamente  a ocorrência do ato ilícito, sem utilizar os instrumentos legais para discutir o equilíbrio socioeconômico do  contrato, poderia ser demandado pela instituição esportiva visando a reparação pelos danos causados por seus atos.

Diante de tal quadro, espera-se que os representantes das entidades ponderem quanto as suas posições, não deixando culminar no cenário acima exposto, nos quais todos perdem.”

Fica claro no texto acima, que eventualmente em caso de quebra contractual por parte do Palmeiras, o nosso presidente poderá ser processado e os seus bens pessoais estarão correndo risco.

Falta ainda colocar alguns pingos nos “is”.

A situação que atravessamos agora também não é culpa única e exclusiva da atual diretoria, mas se algumas ações tivessem sido feitas pela diretoria passada, a situação poderia não ter chegado nesse ponto.

Tivemos a oportunidade de sermos o clube para receber a abertura da Copa de 2014; o Walter Torre Jr. se prontificou a alterar o projeto, mas o então governador de SP José Serra, não quis comprar a briga com o SPFC (na época o estádio indicado para ser a sede em SP era o Morumbi). O problema é que nosso ex-presidente e a diretoria de planejamento deveriam ter batido de frente (isso em 2009) e brigado com unhas e dentes para conseguirmos ter o evento no Palestra Itália e dificultar a vida dos nossos rivais que não receberiam $$$ público e incentivos fiscais do governo.

O problema de comunicação é outro ponto que me tira do sério; eu cansei de pedir para a diretoria de planejamento da gestão passada, que se criasse um hotsite da Arena para a torcida ter um canal de comunicação e também tirar as dúvidas principalmente de sócios/conselheiros, mas mais uma vez a minha sugestão entrou por um ouvido e saiu pelo outro. Eu entendo que a responsabilidade de comunicar o andamento do projeto é do Palmeiras, pois a WTorre não tem torcida, né?! Portanto isso é responsabilidade do Palmeiras.

Outra gravíssima falha da diretoria de planejamento foi a não contratação de um “Project Manager” que tivesse experiência na construção de uma Arena multi-uso moderna; infelizmente não existe nenhum profissional no mercado brasileiro que acompanhou passo a passo a obra de um complexo desses que é muito diferente de uma construção de um prédio comercial. Hoje, uma pessoa com bom conhecimento técnico poderia estar ajudando nas conversações com a WTorre e tirando as dúvidas de forma bem didática dos nossos conselheiros, sócios, torcedores e imprensa. O Palmeiras gasta tanto dinheiro em áreas do clube que não dão retorno nenhum (só na bocha o clube gasta R$ 400.000,00 por ano), porque não foi gasto 10 ou 15 mil euros para termos esse profissional tão importante para nos auxiliar?

Uma coisa eu tenho que elogiar o Professor Belluzzo, é que se não fosse a sua participação na Arena, o negócio jamais teria saído, pois em uma reunião na WTorre eu escutei do próprio Walter Torre Jr. a frase abaixo:

“Fechei a parceria com o Palmeiras por causa da credibilidade do Belluzzo.”

Walter Torre Jr.

Para encerrar quero fazer um apelo ao Presidente Arnaldo Tirone; gostaria que o senhor pensasse um pouco mais no que a futura Arena Palestra Itália representa para o Palmeiras e sua torcida. Por favor presidente, não pare a obra e entre para a história do clube como a pessoa que ajudou a modernizar o nosso querido Palestra Itália!

Texto publicado no dia 29/04/11 no Palmeiras Todo Dia

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