March
28

Ao contrário da Folha de SP, o jornal o Estado de SP fez uma entrevista muito interessante com o proprietário da WTorre, Walter Torre Jr. Fico impressionado com a má vontade de certos veículos de imprensa que não tratam de forma imparcial o Palmeiras. O Estado de SP dá uma aula de como se faz um jornalismo sério e ajuda a esclarecer para todos nós o que realmente está acontecendo!

Segue abaixo a entrevista com os meu comentários:

O empresário Walter Torre andava arredio. Mesmo com toda a polêmica em relação ao contrato de sua empresa, a WTorre, com o Palmeiras para a construção da Arena Palestra, vinha evitando falar. Com o aumento do volume de acusações, resolveu reagir. Passou a falar por meio do Twitter, respondendo a questionamentos e divulgando informações sobre o andamento da obra, orçadas em R$ 330 milhões.

Mas não queria falar com a imprensa. Na terça-feira, porém, recebeu o Estado com exclusividade e falou sobre os questionamentos ao contrato. Rebateu as acusações, disse que por exigência do ex-presidente Afonso Della Monica o contrato foi feito de maneira a não oferecer riscos ao Palmeiras e defendeu o formato do acordo. “Até porque, se no fim não der lucro, o problema é nosso.”
Explique a cláusula sobre a utilização da arena. O Palmeiras vai ter de pedir autorização?
Uma das maneiras que eu tenho para recuperar o investimento são as cativas, que serão alugadas ano a ano. Eu vou alugar para quem? Para os palmeirenses. Vocês acham que algum palmeirense vai alugar se o time jogar pouco lá? Até porque não é algo barato, o sujeito não aluga só para ele, mas também para a mulher, o filho…

Mas há uma cláusula que proíbe o time de treinar lá…

Antes deixa eu concluir esse negócio dos jogos. No dia 1.º de janeiro de cada ano, saberemos quando o Palmeiras jogará. Se houver algum conflito (data em que existe um show que já estava marcado, por exemplo), vai existir um acordo. E o Palmeiras vai querer, porque vai receber parte da bilheteria e a renda de um show é alta. Ah, e se os juniores chegarem à final da Copa São Paulo, por exemplo, e quiser jogar lá, joga.

E sobre os treinos?

O Palmeiras treinava no Palestra Itália? Não. E nos casos previstos em regulamento (das competições), o local será liberado. É claro que em situações que o Palmeiras solicitar, terá acesso. Aquilo lá é deles, eles nunca vão ser meus inimigos.

Eu já tinha comentado isso em um post que publiquei dias atrás; não existe lógica a WTorre querer que o Palmeiras não treine no campo se o gramado não estiver sendo utilizado! A forma como a Folha de SP colocou na matéria, não levou em consideração que para o nosso parceiro quanto melhor o Palmeiras estiver, mais valorizado os camarotes e cadeiras especiais ficarão. Será que agora está claro isso?

A WTorre vai explorar a arena por 30 anos. Não é um prazo muito longo?

Veja, o prazo foi definido em 30 anos porque não há carência para o Palmeiras. O clube vai receber desde o primeiro ano parte da receita bruta (gerada por shows, restaurante, lanchonete, etc.). E 100% da bilheteria dos jogos será do Palmeiras. Além disso, os custos de manutenção são nossos. Eu pago o conserto da cadeira.

Isso já sabemos há mais de dois anos, mas infelizmente toda hora precisa ser dito que a bilheteria é 100% do Palmeiras! Outro detalhe importante que o Walter comenta é que a manutenção é toda responsabilidade da WTorre. Só acho que o prazo ficou longo por ter sido destinado um valor muito alto (R$ 50 milhões de reais) para a construção do prédio administrativo e do Poliesportivo.

Além da bilheteria, o que receberá o Palmeiras?

O Palmeiras começa a receber desde o primeiro dia. Nos cinco primeiros anos, 5% da receita bruta anual. Depois, a cada cinco anos essa porcentagem cresce 5%. Ou seja, do 26.º ao 30.º ano, o clube vai levar 30% da receita bruta (inicialmente, a concessão seria por 20 anos, mas o Palmeiras não receberia nada nos primeiros sete).

Outro ponto que já foi esclarecido diversas vezes em todas as mídias.

O senhor sabe que no futebol há um componente forte, a emoção. Por isso, há quem diga que o Palmeiras perdeu a sua casa…

Bom, tirando o fato de que o Palmeiras não vai gastar nada, daqui a 30 anos, eu vou passar um laço de presente na arena e dizer ao clube: “Toma, é sua”.

Como o Palmeiras perdeu a sua casa? Nós temos obrigação por contrato de jogar lá todas as vezes que formos o mandante!

Mas a arena pode estar envelhecida e malconservada…

Volto ao exemplo dos camarotes. Você acha que alguém vai se interessar por eles se estiverem detonados? Tenho de deixar bonito, pintado e com azulejos trocados.

Sem uma boa infraestrutura ninguém vai continuar pagando para assistir os jogos e shows, por isso que não existe lógica em deixar a Arena deteriorada e correr o risco de perdermos público!

Em qual prazo a empresa vai conseguir recuperar o dinheiro investido? E passar a ter lucro?

Normalmente, em negócios desse porte leva entre 12 e 15 anos. No caso da arena, pode chegar a 18. Só a partir daí é que começaremos a lucrar. E se no fim não der lucro, o problema é nosso. O Palmeiras não corre nenhum risco.

Eu tinha feito alguns cálculos e a WTorre pode começar a ter lucro a partir do décimo ano! Tomara que consigam retornar antes o investimento, pois será um sinal que o faturamento do complexo está superando as espectativas da empresa e consequentemente o Palmeiras receberá mais.

Um dos temores é de que a WTorre não conclua a obra. A empresa fez recentemente um acordo com o Banco Pactual. Passa por dificuldades financeiras? A arena corre risco?

Não tem nada a ver. Estamos falando de um negócio de bilhões (o acordo com o Pactual) e de outro de R$ 330 milhões. (O Pactual adquiriu a WTorre Properties, braço imobiliário da WTorre).

Querendo ou não, um aporte dessa magnitude desafoga as dívidas de curto prazo da WTorre Properties e o caixa da empresa melhora bastante. Isso enterra o mantra de alguns invejosos de que a WTorre estava a beira da falência e a Arena não sairia do papel!

Mas há risco para a obra?

Não.

Todos que estão acompanhando de perto o processo da construção da Arena sabe que não corríamos o risco de ela não ser construída.

Só que o seguro não cobre o valor total.

Aí está ocorrendo uma confusão, por desconhecimento. O tipo de seguro que temos é um performance bond, que garante a conclusão da obra. Normalmente gira em torno de 15% do valor da obra. Mas o Palmeiras questionou tanto que chegamos a 42%, porcentagem atípica. Se a gente não concluir, a seguradora vai procurar alguém que faça. A seguradora assumiu esse compromisso.

Se a WTorre tem um financiamento aprovado pelo Banco do Brasil de R$ 150.000.000,00 de reais e um seguro de 42% da obra a conta está fechada! Porque se a construtora não tiver condições de completar a obra, o seguro seria acionado e somado ao financiamento + o seguro teríamos codições de terminar o projeto sem a WTorre!

As obras estão atrasadas?

Caminhamos rapidamente.

Claro que estão atrasadas! Se pessoas dentro do clube não jogassem contra o projeto (indo ao MP, querendo rever o contrato e etc…) já estaríamos em uma fase bem adiantada da obra! Também não podemos esquecer a morosidade da prefeitura em aprovar a Arena nos diversos órgãos existentes dentro dela. Será que o SCCP vai ter esse mesmo problema com a prefeitura?

A arena será entregue no prazo prometido (abril de 2013)?

Sim, ou até antes. Do contrário, levo prejuízo.

Pode ficar pronta até antes! :-)

Pode ser opção para a Copa das Confederações, caso o do Corinthians não fique pronto?

A arena estará pronta e dentro dos padrões Fifa. O gramado será rebaixado para atender ao que a entidade exige.

Vou cravar que a Arena já está na Copa das Confederações, porque é impossível o estádio do pessoal da Marginal sem Número ficar pronto até lá!

E para a Copa do Mundo?

O estádio é para 45 mil pessoas. Vai ter condições de receber jogos de um Mundial, mas não a abertura.

Acredito em uma reviravolta e quem sabe ainda não acabamos abrindo a Copa!?  ;-)

 

August
4

DE SÃO PAULO

A Arena Palestra Itália, complexo multiuso que será construído pela WTorre no terreno do Palmeiras, na zona oeste de São Paulo, deverá render R$ 90 milhões por ano em aluguéis de lojas, camarotes e patrocínio de área.
Essa é a estimativa do Palmeiras e da WTorre para o complexo, que começará a ser construído nas próximas semanas.

O espaço terá capacidade para até 45 mil torcedores, divididos em dois anéis, além de 197 camarotes, lojas e restaurantes.

“Queremos fazer do lugar um espaço de entretenimento 24 horas, para shows, lojas de conveniência, festas e camarotes, que poderão ser usados como salas de reunião mesmo fora dos dias de jogo”, diz Bruno Laskowsky, diretor-geral da WTorre Properties, encarregada da obra.

Pelo acordo, WTorre e Palmeiras dividirão as receitas por 30 anos, prazo de concessão da Arena à WTorre. O clube terá participação crescente na receita com aluguéis em todas as propriedades sob gestão da WTorre, como camarotes, restaurantes e lanchonetes. A participação pode variar de 5% a 20% e crescerá a cada cinco anos.

“Será uma fonte importante de receita extra para o clube”, disse à Folha o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo. A renda dos jogos do Palmeiras será integralmente do clube e não está nos cálculos.
A construção da arena demandará R$ 300 milhões. Segundo a WTorre, 50% já foram levantados com o Banco do Brasil. O restante será negociado a partir dos próximos meses com investidores externos e recursos próprios.

DIREITOS DE USO

A Traffic, empresa contratada pela WTorre para fazer a comercialização de patrocínios da arena, está em fase final de negociação dos “naming rights” para dar um novo nome ao estádio.
O contrato seguirá os padrões de diversos estádios europeus, onde grandes empresas dão seus nomes ao estádio e remuneram o clube.

“Três empresas já pediram para ver o modelo de contrato”, diz Mauro Holzmann, diretor de novos negócios da Traffic. A empresa também negocia os cinco principais patrocinadores da arena e a venda de camarotes.
O início das obras depende de alvará de execução da Secretaria Municipal de Habitação. Segundo o órgão, dois documentos -um de impacto na vizinhança e outro sobre as áreas verdes- ainda não foram entregues. (CF)

Fonte: Folha de SP

July
21

Reunião na Traffic!

por Junior Gottardi
Pessoal, hoje participei de uma reunião na Traffic em que o assunto foi a Arena Palestra Itália. Nesse encontro com o diretor da Traffic Arenas, Mauro Holzaman e a sua assistente Alessia Waldeman, pude saber um pouco mais sobre como será a comercialização das propriedades do Palestra Itália, principalmente a venda de camarotes e cadeiras premium.
Fiquei muito satisfeito em conhecer o trabalho que o Mauro realizou no Atlético-PR onde ele pôde me contar um pouco mais sobre a construção da Arena da baixada e como eles implantaram um sistema eficiente de sócio torcedor por lá. O curioso foi saber que o centro de treinamento do Atlético PR tem como homenageado o Caju (ex-goleiro da seleção brasileira) e que é ele é meu primo distante por causa do sobrenome Gottardi!
Essa conversa me deu mais tranquilidade em saber como o torcedor será tratado na Arena Palestra Itália, pois eu consegui sentir que eles estão muito preparados para levar o nível de hospitalidade a um patamar jamais visto aqui no Brasil. Tenho certeza que os problemas com seguranças truculentos e diretores despreparados devem acabar depois da implementação de uma gestão profissional nessa área tão importante da Arena que é a recepção ao torcedor palmeirense.
As dez mil cadeiras premium que darão um tratamento diferenciado aos sues compradores, estarão localizados no terceiro anel
da Arena. Nesse local o torcedor terá todo o suporte e conforto, iguais aos melhores estádios europeus. Já os camarotes estarão em dois andares entre anel inferior e o anel superior, com certeza estes serão os locais mais exclusivos do Palestra Itália, sendo o ideal para reuniões de negócios ou uma reunião de amigos antes e depois das partidas!
Infelizmente não conseguirei passar para vocês nenhum valor sobre as cadeiras premium e os camarotes, pois o processo de precificação está em fase final, então eu peço para que os interessados tenham um pouco de paciência e nas próximas semanas eles estarão divulgando oficialmente os valores de cada setor VIP da Arena! ;-)
May
29
Tive o prazer de conhecer através do Twitter o Claudio Borges, ele é um brasileiro que atualmente está trabalhando no Manchester City, mais especificamente na área comercial do clube!
Como você foi parar no Manchester City?
Vim para a Inglaterra fazer um MBA especializado em Administração do Futebol que conta com a colaboração de diversos profissionais da indústria e com o apoio da Premier League. Consegui me formar com um alto rendimento e fui convidado pelo Manchester City para realizar um projeto de 3 meses focado na reformulação do programa de sócios do clube. O projeto foi bem recebido e acabei recebendo a oferta para permanecer no clube.
Você pode falar um pouco sobre o momento que o clube vive, sendo o clube de futebol mais rico do mundo?
O momento do clube é muito bom. Apesar de em campo não ter conseguido se classificar para a Champions League nessa temporada, não tenho dúvidas que a classificação será só questão de tempo. Apesar de existir o rótulo de ‘clube mais rico do mundo’,  existe uma preocupação muito grande com planejamento, prudência e retorno. Ofertas de salário as vezes alcançam certos níveis pois o clube sabe que precisa disso para atrair jogadores de calibre mundial e competir com os 4 grandes (Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester United). A segunda preocupação é com o torcedor. O clube não quer se tornar uma máquina corporativa como o Manchester United. O City sempre foi um clube ligado aos conceitos de família, comunidade e tradição, e existe uma preocupacão em todos níveis do clube para que esses valores sejam preservados.
Qual é a sua função no clube?
Sou encarregado de prestar consultoria para novos projetos. Assim como em muitas empresas existe no clube uma chamada Departamentalização Matricial, no qual equipes são compostas por pessoas de diversas especialidades e se reunem para realizar tarefas com características temporárias. Propriamente dizendo trabalho dentro da área comercial, na maioria das vezes juntamente com dois setores: Marketing e Supporter Services. Minha função é analisar projetos e ações voltadas para o torcedor, incluindo estratégias de ingresso, segmentação do estádio, hospitalidade, e basicamente tudo que se refira ao relacionamento com o torcedor.
O marketing do Manchester City e composto por quantos profissionais?
Por existir uma grande departamentalização no clube o Marketing propriamente dito é relativamente pequeno, com cerca de 5 profissionais. Isso acontece pois enquanto o marketing foca principalmente na comunicação e na apresentação do clube como marca, existem outras áreas que lidam com questões específicas, como a área de Parcerias, Supporter Services e Hospitalidade.
Existe uma boa comunicação entre o departamento de marketing do Manchester e a hospitalidade do estádio?
Sim. Se existe uma coisa que não falta no clube são salas de reunião pois o diálogo entre todas as áreas é, e precisa ser, sempre constante.
Quem comanda o departamento de hospitalidade, o clube ou uma empresa tercerizada?
O departamento de hospitalidade é controlado inteiramente pelo clube. Porém, existe uma empresa especializada que presta o serviço de refeições.  O clube coordena toda a parte de reservas enquanto a empresa é encarregada da comida e bebida que são fornecidas nas chamadas suites. A empresa ganha uma porcentagem dos pacotes de hospitalidade vendidos pelo clube.
Quantas pessoas trabalham no departamento de hospitalidade?
Na parte administrativa, que lida com reservas e planejamento, existem cerca de 10 pessoas. A esse número pode-se adicionar cerca de 200 pessoas que trabalham apenas em dias de jogos como recepcionistas, seguranças, garçons e cozinheiros, sendo que os dois últimos fazem parte da empresa terceirizada.
Quanto representa em porcentagem do faturamento do clube a área de hospitalidade(Executives seats e VIP Boxes)?
Não posso revelar essa informação. Para alguns clubes essa fatia pode chegar a 40% do faturamento com ingressos. No caso do Manchester City essa porcentagem é muito menor. Enquanto o clube conta com cerca de 3,000 lugares para a hospitalidades,o Arsenal por exemplo conta com 8,000 lugares VIP. Apesar de haverem planos para desenvolver a área de hospitalidade, o foco do clube é nos torcedores da arquibancada. Vale ainda lembrar que uma grande parte da receita gerada dessas áreas vem de conferências e eventos que são realizados fora do dia de jogo e que portanto não são consideradas como receitas de jogo.
Fora o poder aquisitivo, quais são as principais diferenças entre os freqüentados dos VIP boxes para o torcedor comum do clube?
O frequentador de áreas de hospitalidade são completamente diferentes dos torcedores comuns. Não é apenas uma questão de poder aquisitivo. Recentemente foi feita uma pesquisa para analisar onde os torcedores milionários do clube sentavam e, acredite ou não, muitos preferem a emoção da arquibancada. A hospitalidade é muito usada por empresas que usam o jogo e o serviço ofertado pela suites para entreter clientes, fechar negócios ou presentear funcionários. E existem é claro os torcedores que possuem condições de pagar pelo pacote e querem uma experiência mais exclusiva para eles e suas famílias quando vão ao estádio
Quais são as principais reivindicações dos freqüentadores da hospitalidade no Manchester?
O cliente de hospitalidade quer serviço. Não apenas um bom serviço, mas um serviço comparável ao de hotéis e restaurantes 5 estrelas. É claro que a principal parte da experiência ainda é o jogo, que é visto mais confortavelmente em poltronas acolchoadas, mas as refeições servidas antes, no intervalo e após os jogos precisa ser de extrema qualidade. Além disso, muitos frequentadores esperam que as suites fornecam uma área exclusiva e de certa forma reservada, onde eles possam encontrar clientes, discutir negócios e fazer o devido networking. Não é correto afirmar que o cliente corporativo não se interessa na partida, mas o que ocorre muitas vezes na área de hospitalidade é que existem outros negócios em jogo além do time em azul celeste.
Caso tenham interesse em conhecer mais sobre a área de hospitalidade do Manchester City, acesse o site e assista ao vídeo de apresentação: http://hospitality.mcfc.co.uk/
Sigam o Claudio no Twitter - http://twitter.com/C7Borges
May
28

Créditos da música no video para o Marcos Kleine!

Clique aqui para fazer o download em alta definição do novo video da Arena Palestra Itália!

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