Ontem, foi um dia especial para os palmeirenses. Nos despedimos do velho Palestra Itália e agora esperamos pela Arena.
Deixo a análise do péssimo jogo para quem sabe, comentarei sobre a organização do evento em si. Pela minha visão, desde a entrada até a saída do mesmo.
O pré-jogo
Foram postos à venda – salgados – ingressos com a esperança de obter a maior renda possível na seguinte ordem:
– Arquibancada: R$80,00 (Revista Histórica Comemorativa)
– Cadeiras descobertas: R$250,00
– Cadeiras Cobertas: R$400,00
– Setor Visa: R$300,00
(Os três últimos ganhavam além da Revista Histórica Comemorativa, 1 Certificado de que esteve na partida)
– Camarote Premium: R$ 600,00 (além dos brindes anteriores, + 1 Medalha Histórica do amistoso).
E promoções:
– R$500 – R$620 para ter direito de jogar uma partida de 30 minutos no campo na data de hoje, Palestra Tour, Camisa Oficial e ingresso para a cadeira descoberta.
– R$1000 para ser gandula durante o jogo.
O matchday
A programação prometida era muito boa. Bateria da Mancha Verde, o jogo de másters e antigos ídolos, homenagem ao Marcos, o jogo contra a Boca, telão com imagens e vídeos, apresentação de Marcos Kleine e show pirotécnico.
Comecemos bem antes, ainda nos ingressos, quando cheguei ao estádio vi uma fila enorme. Não entendi e fui perguntar pro orientador, e ele me respondeu que era a retirada dos ingressos para aqueles que tinham comprado pela internet. Quem é sócio Avanti não teve esse problema, pois, o cartão é carregado e você o passa na catraca.
A entrada para o estádio estava tranquila, bem organizada e orientada. Fui direto para o meu lugar na bancada vermelha, já estava acontecendo o jogo dos másters (um dos pontos altos do dia). Avistei o mini-grande telão que estava no stand-by com o escudo do Palmeiras. O som estava bem distribuído e numa altura boa, todos ouviam muito bem a locutora.
Terminado o jogo dos másters (onde o Evair fez um golaço de falta), era a vez da homenagem ao Marcos.
Após a homenagem ao ídolo, entraram 150 crianças junto ao Pierre (linda ação).
Logo em seguida, deu-se inicio à principal atração do dia, começando com o pé esquerdo com o primeiro tempo do jogo contra o Boca Juniors, com um péssimo time e o “excelente” árbitro Cleber W. Abade.
No intervalo, foi apresentado um vídeo intitulado Memórias no mini telão, onde teve algumas falhas de áudio e interrupção para agradecer o presidente do Boca Juniors.
Veio o segundo tempo, nada mudou, e tinha torcedor torcendo para acabar logo.
Fim de jogo. Começa a ponto alto do dia, a apresentação de Marcos Kleine. Dessa vez o som não falhou e pudemos nos emocionar com o hino do Palmeiras tocado na guitarra.
E para terminar, uma bonita queima de fogos. Fechando de vez, o velho Palestra Itália.
Análise por pontos positivos e negativos
Pontos positivos
A revista comemorativa para todos;
A venda pela internet para todo o estádio;
E as promoções, que foram feitas para um público seleto e com disposição para pagar (gandula e jogar no campo no dia 10 de julho).
Foi muito legal essa revista, muito bem elaborada, ser entregue para todos os torcedores. Além de informar aqueles que não conheciam a história do estádio. Também foi bem recebida para aqueles que conheciam relembrar momentos inesquecíveis vividos no Palestra Itália até então.
A venda pela internet foi ponto alto, pois, proporcionou àqueles que não tinham tempo de buscar os ingressos durante a semana.
As promoções tiveram custo/benefício compatíveis. Somente um público fanático e com disposição poderiam pagar e “comprar” essa lembrança do velho estádio.
O jogo dos másters deu a oportunidade de diversas gerações reverem seus ídolos.
A apresentação de Marcos Kleine emocionou a todos e o som não falhou neste momento.
E por ultimo, a queima de fogos foi muito bem elaborada e duraram uns 10-15 minutos.
A torcida, que deu um show mais uma vez.
Pontos negativos
O preço dos ingressos. Nem na final do Campeonato Paulista de 2008, o ticket médio fora tão alto.
O Departamento Financeiro e de Marketing poderiam ter pensado como economistas. No custo de oportunidade e não somente visar o lucro imediato procedente da venda de ingressos. Contaram com a força da torcida, mas também esqueceram que se trata da torcida do Palmeiras, que é e sempre será critica. Ainda mais na situação que o time principal se encontra.
Como os ingressos foram postos à venda com antecedência, e viram que o volume de venda estava baixo, poderiam sim baixar o preço, ressarcir os que já tinham comprado com descontos ou ingressos para jogos futuros (o que foi feito em partes no Setor Visa, de ultima hora, mas não baixaram o preço) e assim aproveitar o custo de oportunidade.
A entrega dos ingressos foi uma falha gravíssima. Poderiam ter montado um grande esquema com vários guichês antes e no dia do jogo para que eles fossem retirados sem muitos transtornos. Pessoas que gastaram mais de R$400 só conseguiram entrar no estádio no meio do jogo contra o Boca Juniors.
A escolha do árbitro. Péssima por sinal. Fraco e não deixava o jogo correr.
O som falhou em algumas partes. O que é perfeitamente aceitável pelas condições do estádio.
Mas não poderiam arrumar um telão maior? Como na final do Paulista de 2008? Acredito que aquela vez foi a FPF que fez esta operação. Porém, já havia sido feito no nosso estádio, havia know-how para tal.
Concluindo, tivemos uma despedida inesquecível do Velho Palestra Itália. Muitos saíram satisfeitos e muitos nem tanto. Mas em nossas condições, ficou um gostinho de quero mais. Pois, velhos erros e alguns desses nos quais classifico como desrespeito com o maior bem do clube (o torcedor) novamente ocorreram.
Por isso, desejo muito que essa seja uma despedida não só para o Velho Palestra Itália, mas também dos velhos erros que insistem ocorrer.
Que venha a Nova Arena Palestra Itália com toda a modernidade que ela merece. E como prometem: Muito melhor.