É um prazer entrevistar o Sr. Seraphim Del Grande,
presidente do Conselho deliberativo do Palmeiras
que vai tirar algumas dúvidas sobre a assembléia
dos sócios que será realizada no dia 30 de agosto
sobre a arena e também vai dar alguns detalhes do
projeto.
Jr – Qual é o beneficio dos sócios a curto e médio
prazo que eles vão ter com a aprovação do projeto
de modernização do Palestra Itália?
Seraphim - Boa tarde, é um prazer estar aqui
conversando com vocês e com relação ao projeto da
Arena, a principal preocupação que nós tivemos
desde o começo foi de que o sócio do Palmeiras não
fosse prejudicado em momento algum em suas
atividades. É lógico que sempre vai existir algum
probleminha, porque obra é obra e pode sempre
acontecer algum imprevisto. No cronograma da obra
que se inicia agora em setembro, vamos pegar
primeiramente a parte das quadras e o ginásio 2;
nessa área toda vai ser construído um prédio de 3
andares com 6 quadras de tênis no térreo, 6 quadras
poliesportivas no segundo andar e uma quadra de
futebol society oficial na parte de cima com uma
pista de corrida ao seu redor. Então, ficando
pronto esse prédio, partiremos para o que vai ficar
onde hoje estão as quadras de tênis; esse vai ser
um edifício de 6 andares e que vai receber toda a
parte administrativa do clube, as salas de
reuniões, salão do conselho e a sala do presidente.
Jr – E as modalidades que estão embaixo da
arquibancada do Palestra Itália, vão para lá
também?
Seraphim - Do 1º primeiro ao 5º andar do edifício
serão usados por todos os esportes que ficam
embaixo da arquibancada, como o boliche, hockey,
bocha, arco e flecha, tênis de mesa, bale, lutas
marciais... eles serão transferidos para esse novo
prédio. A vantagem de construir esse novo espaço é
que vamos respeitar as características que cada
esporte requer. Por exemplo, o boliche que temos
hoje foi adaptado para ser usado no local atual. No
prédio novo, as modalidades seguirão todas as
especificações técnicas necessárias, como
dimensões, tipo de piso, iluminação e etc.
Jr- Vai existir uma interação entre a diretoria de
cada esporte e o Palmeiras/WTorre para adequar cada
modalidade ao seus novos locais?
Seraphim - É lógico e com isso, o associado não vai
ter nenhum metro quadrado a menos, ao contrário,
alguns esportes vão ter a mais e outros, manterão a
mesma metragem. Então tudo vai ser feito em comum
acordo com o departamento de cada modalidade. Tudo
isso vai ser feito até meados de maio e junho do
ano que vem.
Jr - A minha preocupação é a seguinte, no caso do
tênis, no decorrer das obras, os sócios vão ficar
sem poder utilizar as quadras por algum tempo?
Seraphim - Esse problema não vai existir, porque no
momento em que as quadras da parte de baixo desse
prédio estiverem prontas, vão começar as obras onde
existem atualmente as quadras de tênis. Em 6 meses
entrega-se esse prédio e aí passa-se todos os
departamentos para lá. Só então é que vamos começar
a mexer na Arena. À partir de abril de 2009, o
campo todo vai ser interditado. Teremos que jogar
fora do Palestra Itália até o final de 2010 quando
a Arena estará pronta. Um detalhe interessante é
que embaixo do campo inteiro vai existir um outro
piso onde teremos os novos vestiários e um setor
que vai abrigar todos os carros de reportagem de TV
e rádios, como na Europa. Não vai ter nenhum carro
da imprensa estacionado em volta do estádio;
estarão todos em um piso subterrâneo, que ficará em
baixo da Arena. Com isso não vai existirá cabo
nenhum passando por cima nem por baixo das
arquibancadas. Na hora que o caminhão de TV entrar
na Arena ele vai poder se conectar em um local
apropriado onde vai poder transmitir o seu sinal de
radio e TV. Isso vai ser ótimo para a imprensa em
geral, que irá economizar muito com essa solução.
Jr - Então o sócio pode ficar tranqüilo porque o
interesse da WTorre é terminar logo as obras da
parte social para que possa partir rapidamente para
fazer a Arena, que é de onde tanto o Palmeiras
quanto a WTorre vão tirar os recursos financeiros?
Seraphim - A parte mais interessada em entregar
rapidamente a parte social do clube é a WTorre para
que possa-se dar início à construção da Arena.
Então o associado vai ganhar um clube totalmente
novo, sem pagar mais nada.
Jr - Muita gente vem falando que com tudo isso, a
mensalidade vai subir.
Seraphim - Não vai ter aumento algum. Existe
inclusive a preocupação de que o Palmeiras vai ser
um clube muito visado e com as novas dependências,
ele não vai ficar devendo nada à nenhum outro
clube, como por exemplo, Pinheiros ou Paulistano. O
clube vai ter inclusive, que limitar a entrada de
novos sócios para que não haja problema de
superlotação.
Jr – Então o Sr. acha que o momento oportuno para
quem quer virar sócio, é agora, certo?
Seraphim - O momento é agora mesmo, porque poderá
desfrutar das novíssimas instalações que o clube
vai oferecer.
Jr – Outra coisa que as pessoas querem saber e que
eu recebo muitos e-mails, é sobre a questão de que
se o clube vai ficar separado da Arena. Em dias de
jogos, como vai ser feita essa divisão entre o
sócios e os torcedores? Vai existir algum tipo de
isolamento?
Seraphim - A área da Arena é um espaço totalmente
separado do clube. O novo Palestra Itália vai ficar
em um local em que tanto o associado do Palmeiras
quanto o torcedor poderão frequentar a qualquer
momento, desde que estejam abertos restaurantes,
lojas e etc... ninguém vai limitar o acesso. Já o
contrário, não, o torcedor não terá acesso às
dependências do clube social. Vai existir um
controle muito parecido com o que já acontece nos
dias de hoje. A grande vantagem que os sócios vão
ter é que hoje, em dias de jogos, as atividades que
ficam embaixo da arquibancada do Palestra, não
podem ser utilizadas (e nem funcionam) e com a
construção da Arena e dos prédios esportivos, os
associados passarão a poder usufruir de todas as
atividades oferecidas pelo clube mesmo em dias de
jogos.
Jr - Então por exemplo, se o departamento de
boliche quiser fazer um torneio e por coincidência,
no mesmo dia, tiver uma final de um campeonato
Paulista de futebol, eles poderão realizar o
evento, sem problema nenhum?
Seraphim - Claro! Normalmente não vai ter nada que
possa prejudicar o resto do funcionamento do clube.
Jr – Outra coisa, sobre a manutenção, a tendência é
de que ela caia com esses prédio novos e com isso o
Palmeiras passará a economizar uma quantia bem
significativa, certo?
Seraphim - Na realidade, uma obra nova, como por
exemplo, uma nova casa ou um automóvel novo, o que
gasta-se para manter é muito pouco. Já uma casa ou
carro velho, uma hora você tem que consertar isso,
outra hora aquilo... Então, concluindo o
pensamento, a tendência é sim de que a manutenção
seja muito mais barata, os custo gerais e de mão de
obra serão reduzidos. Hoje, os custos de onde está
o estádio, o Palmeiras vai não pagar mais energia
elétrica, material de limpeza e etc, tudo isso será
arcado pela WTorre.
Jr – O custo hoje de manutenção do estádio, falando
apenas do Palestra Itália, está em torno de
R$9.000.000,00
Seraphim - Nós pedimos um parecer técnico de uma
multinacional especializada em arena e estádios e
eles calcularam que o Palmeiras teria que gastar 2
milhões à mais do que gasta hoje para poder dar a
manutenção que uma Arena de primeiro mundo
necessita. Então esses 2 milhões, mais os 7 milhões
que o Palmeiras atualmente de fato gasta, seriam 9
milhões no total e o Palmeiras teria uma economia
de 8 milhões porque um milhão é um cálculo
estimativo que nos dias que tiver jogos no Palestra
Itália, o Palmeiras vai pagar apenas o custo
operacional sobre a Arena, que seriam de 25 mil
reais por jogo, um valor irrisório, pois
normalmente, o aluguel de um estádio para que
possam ser realizados jogos, gira em torno de 12 à
15 por cento. Então, a renda média hoje do
Palmeiras está em torno de 500 mil reais que seriam
60 mil de aluguel por jogo.
Jr- Foi interessante um comentário feito pelo
diretor da WTorre, Luiz Davantel, que a média de
público do Sporting de Lisboa que era de 18 mil
pessoas, passou para 38 mil após a construção da
nova Arena do clube português, que foi projetada
pelo mesmo arquiteto responsável pelo projeto da
Arena Palestra Itália.
Seraphim - Realmente a tendência é de aumentar a
arrecadação quando você oferece conforto, segurança
e facilidade para os torcedores com uma estrutura
de primeiro mundo, a garantia que sua cadeira
numerada vai estar lá à sua disposição, sanitários
renovados, e etc... A tendência é que você venha
com a sua família para assistir o jogo e com isso,
o resultado acaba sendo o aumento de pessoas que
atendem a cada jogo. O espaço Visa já é um bom
exemplo disso; todos os jogos esse setor do estádio
estão ficando lotados.
Jr – E com público novo, né? Um público que não
costumava freqüentar o estádio.
Seraphim - E olha que o Visa ainda está bem
distante do que a Arena vai poder oferecer. A Arena
vai ter 42 mil lugares, todos cobertos, todos
numerados e monitorados.
Jr – E para jogos do campeonato brasileiro e
paulista, serão 45 mil lugares?
Seraphim - Na realidade para os jogos da FIFA é
necessário puxar uma área para imprensa, de 2 mil
lugares, só que isso ainda é praticamente dobrado
porque você tem a mesa para os equipamentos. Para
jogos comuns, não tendo essa obrigação, vamos
conseguir chegar à 46 mil lugares. No mundo
inteiro, a média das Arenas mais modernas gira em
torno de 40 à 50 mil pessoas.
Jr – Pelo o que eu vejo, uma das coisas mais
importantes é a inclinação da arquibancada para uma
melhor visão do jogo. Os estádios modernos são
todos bem inclinados, como o Allianz Arena e até
mesmo o Pacaembu.
Seraphim - Vamos fazer uma inclinação diferente
para melhorar a visão; inclusive pelos padrões da
FIFA, teremos que deslocar o campo de futebol uns
metros no sentido da Av. Matarazzo para que a
pessoa que fica na curva, não fique em uma
distância maior do que a FIFA permite.
Jr - Entendi, vamos dizer que não vai existir
nenhum lugar ruim para assistir o jogo.
Seraphim - Não vai existir nenhum ponto morto, ou
cego, melhor falando, e todos vão ter uma excelente
visão e você vai poder assistir aos jogos da melhor
maneira possível.
Jr - Voltando a falar dos sócios, o Palácio do
Tênis, o Ginásio e o salão de festas, vão ter
alguma modificação?
Seraphim - O Palácio do Tênis não. O lugar dele vai
continuar.
Jr - Mas vai existir alguma reforma.
Seraphim - Vai ter reforma sim, uma coisa adequada.
Não vai ter mais yoga, snooker, que serão
realocados para outro espaço. Vai ser um Palácio
que vai poder recepcionar as pessoas como era
antigamente. Com relação ao salão de festas, vai
fazer parte da Arena. Vão fazer várias coisas
embaixo da Arena que vão ser utilizadas, como por
exemplo, salões para eventos. Fora isso, na esquina
da Av Matarazzo com a Rua Padre Thomaz, vai existir
um estacionamento para 1400 carros, em cima dele
vai construir dois andares para eventos com 12 mil
metros quadrados para que possam ser realizadas
convenções e coisas do tipo.
Jr - Para encerrar essa parte dos sócios, eu
gostaria de saber se área social do clube dá muito
prejuízo.
Seraphim - Na realidade não dá muito prejuízo, mas
a parte social é sim deficitária. Não é só com a
mensalidade do associado que consegue-se pagar
todos os custos. Mas isso, no momento em que o
Palmeiras tiver as reformas prontas, com a receita
da Arena, o clube vai ter condições mais do que
suficientes para pagar todos os custos.
Jr – Eu queria agora falar um pouco mais sobre a
Arena em si. O projeto existe mais ou menos desde
96, que começou na gestão do Mustafá. Por que só
agora que foi fechada essa parceria?
Seraphim - Na realidade, em 96 foi feita uma
comissão pelo conselho, em que o Carlos Fachina
Nunes era presidente, e que na realidade é o
presidente do conselho até hoje. Tiveram outras
pessoas que compunham esse conselho, que com o
tempo alguns faleceram, outros saíram da comissão e
o que restou hoje foram o Salvador Hugo Palaia,
José Cyrillo Jr. e o Fachina. Quando eu assumi a
presidência da comissão, o Fachina não queria
continuar, eu fiz um apelo para que ele
continuasse, porque essa obra não é de uma pessoa
ou grupo político, ela é do Palmeiras. Foi feito
inclusive um enorme esforço para conseguir se
manter o Alvará. Para isso o clube foi obrigado a
construir alguma coisa para manter esse alvará,
então, de tempos em tempos eram realizadas obras.
Antigamente não existia o fechamento entre a
arquibancada e a numerada descoberta, por exemplo.
Depois disso, foi criada uma nova arquibancada ao
lado das cadeiras cobertas. Na realidade o projeto
não era de uma arena, era apenas de que fossem
feitos camarotes e cobrir o estádio. Mas fez-se um
estudo na época e presidente Mustafá Contursi
contratou o Dr. Vladimir Rioli (Presidente da
PluriSport) para dar uma assessoria no projeto e
continua prestando esse serviço para o Palmeiras
até hoje.
Jr - Então o Dr. Vladimir Rioli, que é a pessoa
responsável pela consultoria do projeto da Arena,
foi contratado pelo Mustafá?
Seraphim - Ele é o consultor técnico, financeiro...
e foi contratado na gestão do Mustafá.
Jr – Comentaram comigo que 21 empresas contataram o
Palmeiras.
Seraphim - Não sei o número ao certo, mas foram
diversas empresas que entraram em contato com o
Palmeiras, mas nenhum desses projetos conseguiram
ir para frente porque a idéia era apenas para se
fazer alguma coisa visando os jogos de futebol, não
com a característica atual de uma Arena Multiuso.
Não existia projeto para estacionamentos,
restaurantes, uma série de coisas, então o conceito
era diferente naquela época. Todas as firmas que
estiveram em contato nunca fecharam com o Palmeiras
por vários motivos, às vezes pelo momento econômico
do país e uma série de coisas... na realidade tudo
tem um momento para que as coisas aconteçam. Acho
que agora apareceu uma oportunidade única e nós
fizemos muito esforço para que tudo isso seguisse
adiante.
Jr - Na apresentação que foi feita, o Dr. Vladimir
Rioli comentou que a WTorre foi a única empresa que
inclusive, ultrapassou as exigências mínimas
impostas pelo Palmeiras, correto?
Seraphim - Dentro do projeto que foi feito pelo
Fachina, Mustafá e Dr. Rioli, falava-se em fazer a
sessão dos direitos de solo do estádio por 25 anos.
O Palmeiras iria ter participação apenas depois de
alguns bons anos, no lucro do empreendimento.
Jr - Muito diferente do que é hoje, na receita
total.
Seraphim - Daquela outra forma o Palmeiras ia ficar
praticamente durante 15 anos, sem receber nada.
Então dentro deste acordo, com a participação nas
receitas, o Palmeiras optou ao invés de fazer um
projeto de 20 anos, ficar com 30 anos, mas desde o
começo o clube tem uma participação que vai
aumentando de 5 em 5 anos. Então temos as receitas
do Naming Rights, das cadeiras e camarotes, que é
uma receita fixa, que de 5 em 5 anos, vai
aumentando em 5% e em 25 anos, vai chegar em 25%.
Jr – Então não dá nem para fazer um comparativo com
a arena do Grêmio porque eles tem participação
sobre o lucro enquanto o nosso é sobre a receita.
Seraphim - Não se consegue controlar realmente os
gastos da arena no caso do recebimento sobre o
lucro, sempre ficaria alguma dúvida se o valor
estaria correto ou não. Nós, estando recebendo
sobre a receita é uma forma confiável de se
conseguir um controle dos ganhos. Por exemplo, se a
venda de camarotes e cadeiras cativas foi “x”, o
Palmeiras vai receber 5% desse valor e pronto.
Jr – Foi então optado pela simplicidade, né?
Seraphim - Foi optado pela simplicidade e são
profissionais que não tem ligação com o Palmeiras
que vão controlar isso, são empresas especializadas
na área. Após os 30 anos, vai ficar para as
gerações futuras decidirem os que será mais
apropriado para o Palmeiras definir qual caminho
deverá ser tomado com relação à Arena.
Jr - Voltando a falar sobre a cobertura, eu tenho
recebido muitos e-mails sobre o teto retrátil. Vai
ter ou não esse teto? Futuramente existe a
possibilidade desse teto ser feito?
Seraphim - De início, o estudo não é para que seja
fechada “a ferradura”. O que aconteceu é que com os
estudos que foram feitos, foi desaconselhado fazer
a cobertura retrátil com o formato atual, em razão
dos ventos que poderiam ocasionar um grave problema
estrutural. Além disso, com teto todo fechado,
teríamos um outro problema muito sério de
ventilação, devido ao clima tropical, prejudicando
inclusive a grama, mas se a procura para shows de
60 mil pessoas for grande, existe sim a
possibilidade da implantação do teto retrátil, pois
a estrutura necessária para isso já está toda
pronta para essa eventual mudança. O custo para
isso, está estimado em 40 milhões de reais. Outro
detalhe interessante é que o lado do campo onde
está o símbolo do Palmeiras haverá uma extensão da
cobertura, como você pode ver pela maquete. Ali
será o nosso anfiteatro com capacidade para 15 mil
pessoas, com a grande vantagem de não precisar
utilizar o gramado; inclusive o restaurante
panorâmico vai ter visão para esse anfiteatro.
Jr – O restaurante vai ficar aberto além dos
horários de jogos ou shows?
Seraphim - Vai ficar aberto todos os dias até as
23:00hs. Vai acabar sendo uma grande atração
turística da cidade.
Jr - E sobre as rendas das partidas, vão ficar
realmente para o Palmeiras?
Seraphim - Praticamente toda arrecadação dos jogos
é do Palmeiras, que vai pagar uma importância
simbólica, que é o custo de abertura da Arena (25
mil reais). A WTorre fez questão, inclusive, de que
o Palmeiras como mandante dos jogos, terá que
realizá-los todos na Arena Palestra Itália.
Jr – Então vai acabar com esse negócio de, por
exemplo, nós termos que jogar contra o Corintians
no Morumbi.
Seraphim - Isso vai evitar também que tenhamos um
show no mesmo dia, porque a prioridade da
utilização do estádio sempre será do Palmeiras e
mandaremos todos os clássicos aqui.
Jr - E sobre as cadeiras cativas que pertencem hoje
aos proprietários?
Seraphim - Vão ser realocadas. O Palmeiras vai
honrar um compromisso, como sempre honrou e
provavelmente com melhorias, devido ao estádio
novo.
Jr - O Prof. Belluzo fez uma entrevista para o
jornal Lance! sobre a construção de um hotel. O Sr.
acha necessária essa construção futuramente para
dar suporte à Arena?
Seraphim - Isso é uma coisa que a WTorre ainda está
analizando. Ela é uma empresa que entrou no ramo
hoteleiro e existe uma parceria entre eles e o
grupo Accor (Formule 1, Íbis e Sofitel) e estão
construíndo mais de 20 hotéis por todo o Brasil.
Eles acham que comportaria um hotel mas não dentro
da Arena e sim em alguma área por perto. Podendo
ser na Turiaçu ou na Padre Thomaz.
Jr – Com certeza vão existir outras Arenas para
tentarem competir com a nossa, só que nenhuma com a
nossa localização, o Sr. Concorda comigo?
Seraphim - Claro, concordo com você. Vale ainda
lembrar que temos uma infra-estrutura invejável ao
redor, com 2 shoppings e mais de 7 mil vagas de
estacionamento ao lado do estádio.
Jr – Queria agradecer o Sr. Seraphim pela
entrevista e tirar tantas dúvidas que nem sempre
são questionadas pela imprensa e que nossos sócios
e torcedores querem tanto ficar sabendo. O espaço é
seu para deixar uma mensagem para a nossa torcida.
Seraphim - Eu queria deixar a mensagem que o
Palmeiras, que se Deus quiser, com essa aprovação
da construção da Arena, ele irá se tornar, sem
dúvida alguma, o maior clube da América do Sul,
além de dar uma ótima visibilidade para o clube,
mundialmente falando. Vai ser o primeiro estádio de
todas a América, cumprindo 100% as exigências da
FIFA. Então, no dia 30, todo palmeirense sócio vai
ter a oportunidade de ajudar a se concretizar essa
tão importante mudança na história do Palmeiras.
Agradeço à todos pelo espaço. Um abraço à toda
torcida palmeirense.
Depois de algum tempo no site da Mancha ficou
disponível o vídeo em que o professor Belluzo foi
entrevistado e falou um pouco mais sobre a Arena
Palestra Itália.
A partir dos 2 minutos e 45 segundos no vídeo 7 ele
começa a falar sobre o projeto. A entrevista está
dividida em 13 partes mas eu só coloquei aqui no
blog os videos que ele fala sobre a Arena, o resto
da entrevista você pode acompanhar clicando
aqui.
Vídeo 7
Vídeo
8
Vídeo
9
Vídeo
10
O anúncio do Brasil como sede da Copa do Mundo de
2014 movimentou os clubes do país, que começaram a
pensar em novos estádios ou reformas nos antigos
imediatamente. Nesta semana, o Conselho do
Palmeiras aprovou o projeto de reforma do Palestra
Itália, que pretende abrigar 45 mil pessoas em
2010, independentemente do Mundial. Ao lado da
agremiação paulistana está a WTorre, empresa do
ramo imobiliário que tenta se encaixar no novo
mercado de arenas que surge no cenário.
Preocupada com a tendência que vem surgindo desde o
início, a companhia não só se fez presente em
negociações no setor como estendeu um braço para o
mesmo. Criou, em maio deste ano, a WTorre Arenas
S.A., projeto que tem como objetivo principal a
participação em cinco grande estádios brasileiros
em um futuro não muito distante.
"A idéia é uma incursão em um novo mercado, que a
gente acredita que vá sofrer uma mudança por causa
da Copa. Achamos que São Paulo é uma cidade em que
cabe esse produto, mas outras grandes capitais
também podem ter arenas que recebam outros tipos de
eventos que convivem muito bem com o futebol",
disse Luis Fernando Davantel, responsável pela
WTorre Arenas.
Em entrevista exclusiva à Máquina do Esporte, o
executivo contou mais sobre os planos de sua
empresa, falou sobre detalhes do contrato com o
Palmeiras e ainda explicou a importância da Copa do
Mundo nesse projeto.
Leia a seguir a entrevista na íntegra:
Máquina do Esporte: Qual a intenção e como a WTorre
vai atuar dentro desse novo mercado de arenas que
se abre no Brasil?
Luis Fernando Davantel: A idéia é uma incursão em
um novo mercado, que a gente acredita que vá sofrer
uma mudança por causa da Copa. A gente imagina que
dentro disso haja um componente imobiliario que
gere negócios, não só dentro mas também em termos
de infra-estrutura, que vai melhorar a oferta para
quem for usar o estádio.
ME: Em quais outros projetos, além do Palmeiras, a
WTorre está trabalhando?
LFD: Temos outras conversas fora do estado de São
Paulo, algumas em estágios mais avançados outras
menos. Como também estamos olhando alternativas de
reformas de estádios que não sejam de clubes
especificos, do poder público. A gente gostaria de
ter umas quatro ou cinco arenas espalhadas pelo
Brasil de nossa administração. Achamos que São
Paulo é uma cidade em que cabe esse produto, mas
outras grandes capitais também podem ter arenas que
recebam outros tipos de eventos que convivem muito
bem com o futebol.
ME: Como a WTorre vai explorar a arena Palestra
Itália?
LFD: O nosso negócio com o Palmeiras é imobiliário.
Foi feito um acordo em que o clube cede a
superficie do clube social para que a WTorre faça
investimento. E por conta dessa obra nós
exploraremos a arena, não tendo nenhum tipo de
gerência sobre a área social. No estádio, nós
tratamos o negocio como imobiliario. Vamos tentar
alcançar receitas alugando camarotes, nome do
estádio, cadeiras especiais, os mais variados
lucros possíveis, o que o torna um espaço de
multifuncionalidade. Um percentual dessa renda, e
existem dois tipo, será passado ao Palmeiras..
Existe a familia patrimonial com camarote e
cadeiras especiais. Essas começam com 5% do clube e
terminam com 30% nos últimos cinco anos de
contrato. A outra família está mais ligada à
locação para feiras, congressos, restaurantes e
lanchonetes. Elas vão de 20% a 45% nos ultimos
cinco anos. A relação entre nós é muito vinculada
ao negócio imobiliário. Nós não vamos ter gerência
nenhuma sobre preço de ingresso e lucro de
bilheteria. Isso tudo continua com o Palmeiras.
ME: Há pouco tempo, a WTorre foi ligada a uma
possível obra de estacionamentos subetarrâneos do
Morumbi. Essa informação procede?
LFD: Nunca teve nenhuma aproximação. Não tem
fundamento nenhum esse tipo de notícia. Nunca fomos
procurados por ninguém do São Paulo e também nunca
nos aproximamos para nenhum tipo de obra como essa.
ME: Como a empresa está se posicionando para poder
participar da remodelação de estádios públicos?
LFD:A gente sabe que o governo federal e o estadual
vão ter de disponibilizar estádios, e como temos
vontade e capacidade para ajudar nisso estamos
colocando nossa força de trabalho à disposição para
fornecermos condições para que esses locais sejam
remodelados sem necessidade de dinheiro público. A
gente sabe que várias cidades vão ter de investir
em infra-estrutura, e aí seria importante a
iniciativa privada exonerar o poder publico do ônus
das reformas de arenas com dinheiro próprio.
ME: Desde o anúncio do Brasil como sede da Copa do
Mundo, muito se fala sobre a participação da
iniciativa privada nesse processo. A WTorre está
tentando ser, efetivamente, uma dessas empresas
viabilizadoras do Mundial?
LFD: Sim, e eu acho que não vai ser só a gente
nessa disputa. É um evento de uma magnitude enorme,
e com certeza empresas do nosso setor e de fora
também verão uma oportunidade grande e vão olhar
para isso. A gente sabe que vários grupos se
disponibilizaram para ajudar com a Fonte Nova, o
Mineirão e outros. Tenho certeza que como a Wtorre
vão existir vários grupos de todo o Brasil para que
a iniciativa privada viabilize uma demanda bastante
importante da realização da Copa do Mundo. Eu
acredito que pode vir um montante muito próximo do
100% desse setor.
ME: Em que ponto do panorama mundial de estádios as
novas arenas do Brasil podem se encaixar? Elas
ficarão equiparadas às melhores do mundo?
LFD: Eu acho que equiparar em tamanho de
investimento e tipo de oferta e produto não, porque
são realidades e demandas distintas. Os
investimentos feitos nas arenas de Wembley e
Emirates Stadium [novo estádio do Arsenal], por
exemplo, montam cifras que não teriam a menor
viabilidade econômica no Brasil. Por isso que a
gente foi buscar o modelo portugues, do Sporting
[José Alvalade] e do Porto [estádio do Dragão], que
têm um nível de investimento e tecnologia que é
comparavel à realidade econômica do país. Acho que
vai ter pontos similares, principalmente no que diz
respeito à oferta do espetáculo, que não vai deixar
nada a desejar, mas em outros pontos não.
ME: Até que ponto a Copa do Mundo é preponderante
nesse processo?
LFD: Eu acredito no produto independentemente da
Copa do Mundo. Acho que São Paulo, Rio de Janeiro e
Belo Horizonte, por exemplo, são cidades em que
cabem arenas independentemente da competição. Acho
que a Copa do Mundo só vai ser a força motora, que
vai captar os investimentos num curto período.
Acredito que essse processo existiria de qualquer
forma, mas seria mais espaçado sem a Copa. O
Palmeiras nem sequer faz parte do caderno de
encargos de São Paulo que foi para a Fifa. Vamos
fazer homologado dentro dos padrões, mas se não for
usado na Copa não vai mudar absolutamente nada no
projeto.
Fonte:
Maquina do Esporte
Após Palmeiras, construtora quer 5 arenas na
Copa-14
Presidente da WTorre diz que reconstrução do Parque
Antarctica é só o primeiro passo para plano mais
amplo.
Walter Torre Jr. afirma que aprendeu com negociação
frustrada com Corinthians e que transparência pesou
para acerto com alviverde.
A reconstrução do estádio do Palmeiras é apenas o
primeiro passo de um plano mais ambicioso. Walter
Torre Jr., presidente da construtora que irá
modernizar o Parque Antarctica, almeja ter a
concessão de quatro ou cinco arenas que serão
usadas na Copa de 2014.
Ontem, o empresário interrompeu suas férias na ilha
espanhola de Ibiza para falar à Folha sobre seus
planos de investimento no futebol.
O primeiro passo foi uma negociação com o
Corinthians, que, apesar de frustrada, gerou
experiência decisiva para fechar com o Palmeiras.
"A escolha do time é muito importante. Aprendemos
bastante na negociação com o gambazada e vimos que
a transparência é fundamental. Do ponto de vista do
negócio, para nós, o projeto do gambazada era mais
vantajoso. Mas nos sentimos mais confortáveis para
negociar com o Palmeiras", declarou Torre Jr., 54.
O projeto oferecido ao empresário pelo conselheiro
corintiano Edgard Soares previa a construção sem
custo para o clube e a exploração da arena pelo
prazo de cinco anos. Ontem, o engenheiro afirmou
que o prazo era de 15 anos, apesar de ter assinado
protocolo com o prazo de dez anos a menos.
O negócio não foi adiante porque a MSI, que tinha
prioridade para fazer a obra, não deu o aval à
diretoria alvinegra.
No Palmeiras, a WTorre vai gerir o Parque
Antarctica por 30 anos. Segundo o empresário, a
operação financeira no projeto corintiano poderia
ser mais lucrativa. Mas, no clube alviverde, ele
disse ter tido mais segurança para negociar.
Torre Jr. não descarta novas investidas em outras
arenas de São Paulo -"o mercado da cidade
comporta"-, mas diz que não é sua prioridade agora.
"O ideal é ter um em cada cidade, para explorar
também o entretenimento. É mais interessante tentar
trazer um pop star para fazer shows, oferecendo uma
turnê por quatro ou cinco praças", explicou ele,
que, sem citar as cidades onde já vislumbra novos
investimentos pelo Brasil, em Estados que podem
abrigar jogos da Copa.
"Todos os projetos estão dentro do protocolo da
Fifa, para atender a demandas do Mundial. O que
pretendo é introduzir uma nova forma de o torcedor
ver o futebol", contou o engenheiro, que diz nunca
ter feito contato com a CBF para emplacar seu
projeto com vistas à Copa de 2014.
Torre Jr. afirma que seu trunfo para atingir a
meta, além do know how em termos dos projetos, é a
maneira como financia as operações. "Conseguimos
criar soluções financeiras próprias do mercado
imobiliário, o que permite investir de forma
diferenciada."
Este é um ponto que o empresário insiste em deixar
claro: ele é um homem do mercado imobiliário, não
do futebol.
Indagado se concordaria, por exemplo, em receber
direitos sobre venda de atletas em troca de
investimentos na arena de algum clube, ele foi
breve: "Não aceitaria. O que fazemos é negócio
imobiliário, com foco 100% imobiliário".
E quanto à exploração imobiliária de arenas
esportivas de outras modalidades, como as que podem
ser necessárias para o projeto carioca de receber a
Olimpíada de 2016?
"No momento, não existe esse interesse. O foco
agora é em arenas de futebol, voltadas para o
futebol. Sem pista de atletismo, por exemplo",
explica ele, para quem a reforma do Parque
Antarctica, na prática, será a reconstrução do
estádio.
"Sempre iremos fazer do zero. As novas necessidades
e tecnologia são difíceis de adaptar. A gente fala
em reforma, mas é reforma do conceito de futebol.
Porque a arena mesmo será totalmente refeita de
acordo com as condições atuais", explica.
Torre Jr. afirma que o novo Parque Antarctica será
o exemplo do modelo que quer implantar na maneira
de assistir a jogos de futebol no Brasil.
"Os assentos terão inclinação de até 38, o que
possibilita uma visão espacial do gramado. De
qualquer ponto do estádio o espectador conseguirá
ver o campo como se tivesse assistindo ao jogo pela
TV e terá todos os demais torcedores em seu campo
visual, o que não ocorre, por exemplo, no Morumbi."
No estádio são-paulino, até o momento o favorito da
cidade para receber a Copa-14, há mais de 8.000
pontos cegos e a inclinação máxima é de 31, segundo
estudo do arquiteto Carlos de La Corte, autor de
tese de doutorado sobre estádios brasileiros pela
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.
Fonte:
Folha de São Paulo
Muito se discutiu nos últimos dias a qualidade do
gramado do Palestra Itália, que receberá no próximo
dia 20/04 a segunda partida da semifinal do
Paulistão entre Palmeiras e São Paulo.
Para sanar a dúvida dos Palmeirenses, o PTD
entrevistou o sr. Roberto Gomide, representante da
World Sports, empresa responsável pela mantenção do
campo. Confira abaixo a entrevista:
Palmeiras Todo Dia: Quais as condições do gramado
do Palestra Itália depois dos shows do Rod Stewart
e Ozzy?
Roberto Gomide: A grama sentiu bastante o processo.
Ela ficou coberta por alguns dias com uma cobertura
especial para shows e a compactação causada também
atrapalhou bastante principalmente porque choveu
muito no final de semana. Contudo não detectamos
grandes problemas com o macro-nivelamento como
observado no show anterior.
PTD: Foi detectado algum tipo de vandalismo?
RG: Nada que fosse impactante.
PTD: Como a World Sports tem encarado as críticas
da imprensa e por parte da torcida? Qual das
críticas vocês consideram justas e quais vocês
consideram injustas?
RG: Críticas sempre acontecem quando uma
expectativa não foi alcançada e no caso do projeto
do Palestra o que entendo que aconteceu foi uma
expectativa errada que se criou desde o início. A
iniciativa da diretoria, principalmente na pessoa
do Vice-Presidente Paulo Nobre foi a de modernizar
o gramado do Palestra deixando-o com as
características dos principais gramados do país.
Isso foi realizado em tempo recorde e o objetivo
principal que era o de se mandar os jogos em casa
se realizou. O que entendemos que é uma crítica
injusta é que houve uma cobrança antecipada em
relação ao desenvolvimento natural de um gramado
novo e que ainda sofreu com o desgaste da chuva e
dos shows.
PTD: Como estará o gramado para o jogo contra o São
Paulo? Que garantia a empresa pode dar à
coletividade Palmeirense?
RG: É sempre importante lembrar, mais uma vez, que
estamos realizado um trabalho de melhoria em tempo
recorde e estamos muito otimistas ao resultado
final. É impossível determinar se estará um gramado
nota 7,8,9 ou 10 porque existem vários fatores que
influenciam, entre eles tempo e temperatura, porém
tudo o que tecnicamente estava disponível foi
realizado.
PTD: A World Sports conseguiu encontrar uma solução
para a entrada do maquinário no Palestra Itália?
RG: Anteriormente foi necessária a contratação de
guindastes mas nessa semana foi montada uma rampa
provisória que possibilitou o acesso ao gramado.
PTD: Poderia explicar para o torcedor Palmeirense
por que no jogo contra a Ponte Preta o gramado
ficou encharcado?
RG: Porque o solo existente é muito argiloso e
estava saturado de água com chuvas dos meses de
Janeiro e Fevereiro. Após o show formou-se uma
compactação superficial que não permitiu que a água
penetrasse no solo e se escoasse pelo sistema de
drenagem. O problema melhorou somente após o
processo de Aeração e Descompactação de solo com
equipamento apropriado e colocação de material
arenoso para melhoria da estrutura do solo. Esse
trabalho se repetirá várias vezes durante esse ano
PTD: Quantas pessoas estão trabalhando nesse
momento para deixar o gramado em perfeitas
condições?
RG: O trabalho de manutenção é feito em parceria
com a equipe de manutenção do clube e o número do
pessoal varia dia a dia dependendo das atividades
realizadas.
PTD: O fato do gramado no Palestra ser "suspenso"
causa algum tipo de dificuldade?
RG: A dificuldade é o acesso que é somente feito
pelo vestiário e acaba restringindo o acesso de
máquinas que fazem parte da tecnologia de
construção e manutenção de gramados esportivos.
O PTD agradece o Sr Roberto Gomide pela entrevista
e pela atenção.
Marcos Kleine Equipe Palmeiras Todo Dia
kleine@palmeirastododia.com
Fonte:
Palmeiras Todo Dia
