Entrevistas

Entrevista Seraphim Del Grande

É um prazer entrevistar o Sr. Seraphim Del Grande, presidente do Conselho deliberativo do Palmeiras que vai tirar algumas dúvidas sobre a assembléia dos sócios que será realizada no dia 30 de agosto sobre a arena e também vai dar alguns detalhes do projeto.

Jr – Qual é o beneficio dos sócios a curto e médio prazo que eles vão ter com a aprovação do projeto de modernização do Palestra Itália?

Seraphim - Boa tarde, é um prazer estar aqui conversando com vocês e com relação ao projeto da Arena, a principal preocupação que nós tivemos desde o começo foi de que o sócio do Palmeiras não fosse prejudicado em momento algum em suas atividades. É lógico que sempre vai existir algum probleminha, porque obra é obra e pode sempre acontecer algum imprevisto. No cronograma da obra que se inicia agora em setembro, vamos pegar primeiramente a parte das quadras e o ginásio 2; nessa área toda vai ser construído um prédio de 3 andares com 6 quadras de tênis no térreo, 6 quadras poliesportivas no segundo andar e uma quadra de futebol society oficial na parte de cima com uma pista de corrida ao seu redor. Então, ficando pronto esse prédio, partiremos para o que vai ficar onde hoje estão as quadras de tênis; esse vai ser um edifício de 6 andares e que vai receber toda a parte administrativa do clube, as salas de reuniões, salão do conselho e a sala do presidente.

Jr – E as modalidades que estão embaixo da arquibancada do Palestra Itália, vão para lá também?

Seraphim - Do 1º primeiro ao 5º andar do edifício serão usados por todos os esportes que ficam embaixo da arquibancada, como o boliche, hockey, bocha, arco e flecha, tênis de mesa, bale, lutas marciais... eles serão transferidos para esse novo prédio. A vantagem de construir esse novo espaço é que vamos respeitar as características que cada esporte requer. Por exemplo, o boliche que temos hoje foi adaptado para ser usado no local atual. No prédio novo, as modalidades seguirão todas as especificações técnicas necessárias, como dimensões, tipo de piso, iluminação e etc.

Jr- Vai existir uma interação entre a diretoria de cada esporte e o Palmeiras/WTorre para adequar cada modalidade ao seus novos locais?

Seraphim - É lógico e com isso, o associado não vai ter nenhum metro quadrado a menos, ao contrário, alguns esportes vão ter a mais e outros, manterão a mesma metragem. Então tudo vai ser feito em comum acordo com o departamento de cada modalidade. Tudo isso vai ser feito até meados de maio e junho do ano que vem.

Jr - A minha preocupação é a seguinte, no caso do tênis, no decorrer das obras, os sócios vão ficar sem poder utilizar as quadras por algum tempo?

Seraphim - Esse problema não vai existir, porque no momento em que as quadras da parte de baixo desse prédio estiverem prontas, vão começar as obras onde existem atualmente as quadras de tênis. Em 6 meses entrega-se esse prédio e aí passa-se todos os departamentos para lá. Só então é que vamos começar a mexer na Arena. À partir de abril de 2009, o campo todo vai ser interditado. Teremos que jogar fora do Palestra Itália até o final de 2010 quando a Arena estará pronta. Um detalhe interessante é que embaixo do campo inteiro vai existir um outro piso onde teremos os novos vestiários e um setor que vai abrigar todos os carros de reportagem de TV e rádios, como na Europa. Não vai ter nenhum carro da imprensa estacionado em volta do estádio; estarão todos em um piso subterrâneo, que ficará em baixo da Arena. Com isso não vai existirá cabo nenhum passando por cima nem por baixo das arquibancadas. Na hora que o caminhão de TV entrar na Arena ele vai poder se conectar em um local apropriado onde vai poder transmitir o seu sinal de radio e TV. Isso vai ser ótimo para a imprensa em geral, que irá economizar muito com essa solução.

Jr - Então o sócio pode ficar tranqüilo porque o interesse da WTorre é terminar logo as obras da parte social para que possa partir rapidamente para fazer a Arena, que é de onde tanto o Palmeiras quanto a WTorre vão tirar os recursos financeiros?

Seraphim - A parte mais interessada em entregar rapidamente a parte social do clube é a WTorre para que possa-se dar início à construção da Arena. Então o associado vai ganhar um clube totalmente novo, sem pagar mais nada.

Jr - Muita gente vem falando que com tudo isso, a mensalidade vai subir.

Seraphim - Não vai ter aumento algum. Existe inclusive a preocupação de que o Palmeiras vai ser um clube muito visado e com as novas dependências, ele não vai ficar devendo nada à nenhum outro clube, como por exemplo, Pinheiros ou Paulistano. O clube vai ter inclusive, que limitar a entrada de novos sócios para que não haja problema de superlotação.

Jr – Então o Sr. acha que o momento oportuno para quem quer virar sócio, é agora, certo?

Seraphim - O momento é agora mesmo, porque poderá desfrutar das novíssimas instalações que o clube vai oferecer.

Jr – Outra coisa que as pessoas querem saber e que eu recebo muitos e-mails, é sobre a questão de que se o clube vai ficar separado da Arena. Em dias de jogos, como vai ser feita essa divisão entre o sócios e os torcedores? Vai existir algum tipo de isolamento?

Seraphim - A área da Arena é um espaço totalmente separado do clube. O novo Palestra Itália vai ficar em um local em que tanto o associado do Palmeiras quanto o torcedor poderão frequentar a qualquer momento, desde que estejam abertos restaurantes, lojas e etc... ninguém vai limitar o acesso. Já o contrário, não, o torcedor não terá acesso às dependências do clube social. Vai existir um controle muito parecido com o que já acontece nos dias de hoje. A grande vantagem que os sócios vão ter é que hoje, em dias de jogos, as atividades que ficam embaixo da arquibancada do Palestra, não podem ser utilizadas (e nem funcionam) e com a construção da Arena e dos prédios esportivos, os associados passarão a poder usufruir de todas as atividades oferecidas pelo clube mesmo em dias de jogos.

Jr - Então por exemplo, se o departamento de boliche quiser fazer um torneio e por coincidência, no mesmo dia, tiver uma final de um campeonato Paulista de futebol, eles poderão realizar o evento, sem problema nenhum?

Seraphim - Claro! Normalmente não vai ter nada que possa prejudicar o resto do funcionamento do clube.

Jr – Outra coisa, sobre a manutenção, a tendência é de que ela caia com esses prédio novos e com isso o Palmeiras passará a economizar uma quantia bem significativa, certo?

Seraphim - Na realidade, uma obra nova, como por exemplo, uma nova casa ou um automóvel novo, o que gasta-se para manter é muito pouco. Já uma casa ou carro velho, uma hora você tem que consertar isso, outra hora aquilo... Então, concluindo o pensamento, a tendência é sim de que a manutenção seja muito mais barata, os custo gerais e de mão de obra serão reduzidos. Hoje, os custos de onde está o estádio, o Palmeiras vai não pagar mais energia elétrica, material de limpeza e etc, tudo isso será arcado pela WTorre.

Jr – O custo hoje de manutenção do estádio, falando apenas do Palestra Itália, está em torno de R$9.000.000,00

Seraphim - Nós pedimos um parecer técnico de uma multinacional especializada em arena e estádios e eles calcularam que o Palmeiras teria que gastar 2 milhões à mais do que gasta hoje para poder dar a manutenção que uma Arena de primeiro mundo necessita. Então esses 2 milhões, mais os 7 milhões que o Palmeiras atualmente de fato gasta, seriam 9 milhões no total e o Palmeiras teria uma economia de 8 milhões porque um milhão é um cálculo estimativo que nos dias que tiver jogos no Palestra Itália, o Palmeiras vai pagar apenas o custo operacional sobre a Arena, que seriam de 25 mil reais por jogo, um valor irrisório, pois normalmente, o aluguel de um estádio para que possam ser realizados jogos, gira em torno de 12 à 15 por cento. Então, a renda média hoje do Palmeiras está em torno de 500 mil reais que seriam 60 mil de aluguel por jogo.

Jr- Foi interessante um comentário feito pelo diretor da WTorre, Luiz Davantel, que a média de público do Sporting de Lisboa que era de 18 mil pessoas, passou para 38 mil após a construção da nova Arena do clube português, que foi projetada pelo mesmo arquiteto responsável pelo projeto da Arena Palestra Itália.

Seraphim - Realmente a tendência é de aumentar a arrecadação quando você oferece conforto, segurança e facilidade para os torcedores com uma estrutura de primeiro mundo, a garantia que sua cadeira numerada vai estar lá à sua disposição, sanitários renovados, e etc... A tendência é que você venha com a sua família para assistir o jogo e com isso, o resultado acaba sendo o aumento de pessoas que atendem a cada jogo. O espaço Visa já é um bom exemplo disso; todos os jogos esse setor do estádio estão ficando lotados.

Jr – E com público novo, né? Um público que não costumava freqüentar o estádio.

Seraphim - E olha que o Visa ainda está bem distante do que a Arena vai poder oferecer. A Arena vai ter 42 mil lugares, todos cobertos, todos numerados e monitorados.

Jr – E para jogos do campeonato brasileiro e paulista, serão 45 mil lugares?

Seraphim - Na realidade para os jogos da FIFA é necessário puxar uma área para imprensa, de 2 mil lugares, só que isso ainda é praticamente dobrado porque você tem a mesa para os equipamentos. Para jogos comuns, não tendo essa obrigação, vamos conseguir chegar à 46 mil lugares. No mundo inteiro, a média das Arenas mais modernas gira em torno de 40 à 50 mil pessoas.

Jr – Pelo o que eu vejo, uma das coisas mais importantes é a inclinação da arquibancada para uma melhor visão do jogo. Os estádios modernos são todos bem inclinados, como o Allianz Arena e até mesmo o Pacaembu.

Seraphim - Vamos fazer uma inclinação diferente para melhorar a visão; inclusive pelos padrões da FIFA, teremos que deslocar o campo de futebol uns metros no sentido da Av. Matarazzo para que a pessoa que fica na curva, não fique em uma distância maior do que a FIFA permite.

Jr - Entendi, vamos dizer que não vai existir nenhum lugar ruim para assistir o jogo.

Seraphim - Não vai existir nenhum ponto morto, ou cego, melhor falando, e todos vão ter uma excelente visão e você vai poder assistir aos jogos da melhor maneira possível.

Jr - Voltando a falar dos sócios, o Palácio do Tênis, o Ginásio e o salão de festas, vão ter alguma modificação?

Seraphim - O Palácio do Tênis não. O lugar dele vai continuar.

Jr - Mas vai existir alguma reforma.

Seraphim - Vai ter reforma sim, uma coisa adequada. Não vai ter mais yoga, snooker, que serão realocados para outro espaço. Vai ser um Palácio que vai poder recepcionar as pessoas como era antigamente. Com relação ao salão de festas, vai fazer parte da Arena. Vão fazer várias coisas embaixo da Arena que vão ser utilizadas, como por exemplo, salões para eventos. Fora isso, na esquina da Av Matarazzo com a Rua Padre Thomaz, vai existir um estacionamento para 1400 carros, em cima dele vai construir dois andares para eventos com 12 mil metros quadrados para que possam ser realizadas convenções e coisas do tipo.

Jr - Para encerrar essa parte dos sócios, eu gostaria de saber se área social do clube dá muito prejuízo.

Seraphim - Na realidade não dá muito prejuízo, mas a parte social é sim deficitária. Não é só com a mensalidade do associado que consegue-se pagar todos os custos. Mas isso, no momento em que o Palmeiras tiver as reformas prontas, com a receita da Arena, o clube vai ter condições mais do que suficientes para pagar todos os custos.

Jr – Eu queria agora falar um pouco mais sobre a Arena em si. O projeto existe mais ou menos desde 96, que começou na gestão do Mustafá. Por que só agora que foi fechada essa parceria?

Seraphim - Na realidade, em 96 foi feita uma comissão pelo conselho, em que o Carlos Fachina Nunes era presidente, e que na realidade é o presidente do conselho até hoje. Tiveram outras pessoas que compunham esse conselho, que com o tempo alguns faleceram, outros saíram da comissão e o que restou hoje foram o Salvador Hugo Palaia, José Cyrillo Jr. e o Fachina. Quando eu assumi a presidência da comissão, o Fachina não queria continuar, eu fiz um apelo para que ele continuasse, porque essa obra não é de uma pessoa ou grupo político, ela é do Palmeiras. Foi feito inclusive um enorme esforço para conseguir se manter o Alvará. Para isso o clube foi obrigado a construir alguma coisa para manter esse alvará, então, de tempos em tempos eram realizadas obras. Antigamente não existia o fechamento entre a arquibancada e a numerada descoberta, por exemplo. Depois disso, foi criada uma nova arquibancada ao lado das cadeiras cobertas. Na realidade o projeto não era de uma arena, era apenas de que fossem feitos camarotes e cobrir o estádio. Mas fez-se um estudo na época e presidente Mustafá Contursi contratou o Dr. Vladimir Rioli (Presidente da PluriSport) para dar uma assessoria no projeto e continua prestando esse serviço para o Palmeiras até hoje.

Jr - Então o Dr. Vladimir Rioli, que é a pessoa responsável pela consultoria do projeto da Arena, foi contratado pelo Mustafá?

Seraphim - Ele é o consultor técnico, financeiro... e foi contratado na gestão do Mustafá.

Jr – Comentaram comigo que 21 empresas contataram o Palmeiras.

Seraphim - Não sei o número ao certo, mas foram diversas empresas que entraram em contato com o Palmeiras, mas nenhum desses projetos conseguiram ir para frente porque a idéia era apenas para se fazer alguma coisa visando os jogos de futebol, não com a característica atual de uma Arena Multiuso. Não existia projeto para estacionamentos, restaurantes, uma série de coisas, então o conceito era diferente naquela época. Todas as firmas que estiveram em contato nunca fecharam com o Palmeiras por vários motivos, às vezes pelo momento econômico do país e uma série de coisas... na realidade tudo tem um momento para que as coisas aconteçam. Acho que agora apareceu uma oportunidade única e nós fizemos muito esforço para que tudo isso seguisse adiante.

Jr - Na apresentação que foi feita, o Dr. Vladimir Rioli comentou que a WTorre foi a única empresa que inclusive, ultrapassou as exigências mínimas impostas pelo Palmeiras, correto?

Seraphim - Dentro do projeto que foi feito pelo Fachina, Mustafá e Dr. Rioli, falava-se em fazer a sessão dos direitos de solo do estádio por 25 anos. O Palmeiras iria ter participação apenas depois de alguns bons anos, no lucro do empreendimento.

Jr - Muito diferente do que é hoje, na receita total.

Seraphim - Daquela outra forma o Palmeiras ia ficar praticamente durante 15 anos, sem receber nada. Então dentro deste acordo, com a participação nas receitas, o Palmeiras optou ao invés de fazer um projeto de 20 anos, ficar com 30 anos, mas desde o começo o clube tem uma participação que vai aumentando de 5 em 5 anos. Então temos as receitas do Naming Rights, das cadeiras e camarotes, que é uma receita fixa, que de 5 em 5 anos, vai aumentando em 5% e em 25 anos, vai chegar em 25%.

Jr – Então não dá nem para fazer um comparativo com a arena do Grêmio porque eles tem participação sobre o lucro enquanto o nosso é sobre a receita.

Seraphim - Não se consegue controlar realmente os gastos da arena no caso do recebimento sobre o lucro, sempre ficaria alguma dúvida se o valor estaria correto ou não. Nós, estando recebendo sobre a receita é uma forma confiável de se conseguir um controle dos ganhos. Por exemplo, se a venda de camarotes e cadeiras cativas foi “x”, o Palmeiras vai receber 5% desse valor e pronto.

Jr – Foi então optado pela simplicidade, né?

Seraphim - Foi optado pela simplicidade e são profissionais que não tem ligação com o Palmeiras que vão controlar isso, são empresas especializadas na área. Após os 30 anos, vai ficar para as gerações futuras decidirem os que será mais apropriado para o Palmeiras definir qual caminho deverá ser tomado com relação à Arena.

Jr - Voltando a falar sobre a cobertura, eu tenho recebido muitos e-mails sobre o teto retrátil. Vai ter ou não esse teto? Futuramente existe a possibilidade desse teto ser feito?

Seraphim - De início, o estudo não é para que seja fechada “a ferradura”. O que aconteceu é que com os estudos que foram feitos, foi desaconselhado fazer a cobertura retrátil com o formato atual, em razão dos ventos que poderiam ocasionar um grave problema estrutural. Além disso, com teto todo fechado, teríamos um outro problema muito sério de ventilação, devido ao clima tropical, prejudicando inclusive a grama, mas se a procura para shows de 60 mil pessoas for grande, existe sim a possibilidade da implantação do teto retrátil, pois a estrutura necessária para isso já está toda pronta para essa eventual mudança. O custo para isso, está estimado em 40 milhões de reais. Outro detalhe interessante é que o lado do campo onde está o símbolo do Palmeiras haverá uma extensão da cobertura, como você pode ver pela maquete. Ali será o nosso anfiteatro com capacidade para 15 mil pessoas, com a grande vantagem de não precisar utilizar o gramado; inclusive o restaurante panorâmico vai ter visão para esse anfiteatro.

Jr – O restaurante vai ficar aberto além dos horários de jogos ou shows?

Seraphim - Vai ficar aberto todos os dias até as 23:00hs. Vai acabar sendo uma grande atração turística da cidade.

Jr - E sobre as rendas das partidas, vão ficar realmente para o Palmeiras?

Seraphim - Praticamente toda arrecadação dos jogos é do Palmeiras, que vai pagar uma importância simbólica, que é o custo de abertura da Arena (25 mil reais). A WTorre fez questão, inclusive, de que o Palmeiras como mandante dos jogos, terá que realizá-los todos na Arena Palestra Itália.

Jr – Então vai acabar com esse negócio de, por exemplo, nós termos que jogar contra o Corintians no Morumbi.

Seraphim - Isso vai evitar também que tenhamos um show no mesmo dia, porque a prioridade da utilização do estádio sempre será do Palmeiras e mandaremos todos os clássicos aqui.

Jr - E sobre as cadeiras cativas que pertencem hoje aos proprietários?

Seraphim - Vão ser realocadas. O Palmeiras vai honrar um compromisso, como sempre honrou e provavelmente com melhorias, devido ao estádio novo.

Jr - O Prof. Belluzo fez uma entrevista para o jornal Lance! sobre a construção de um hotel. O Sr. acha necessária essa construção futuramente para dar suporte à Arena?

Seraphim - Isso é uma coisa que a WTorre ainda está analizando. Ela é uma empresa que entrou no ramo hoteleiro e existe uma parceria entre eles e o grupo Accor (Formule 1, Íbis e Sofitel) e estão construíndo mais de 20 hotéis por todo o Brasil. Eles acham que comportaria um hotel mas não dentro da Arena e sim em alguma área por perto. Podendo ser na Turiaçu ou na Padre Thomaz.

Jr – Com certeza vão existir outras Arenas para tentarem competir com a nossa, só que nenhuma com a nossa localização, o Sr. Concorda comigo?

Seraphim - Claro, concordo com você. Vale ainda lembrar que temos uma infra-estrutura invejável ao redor, com 2 shoppings e mais de 7 mil vagas de estacionamento ao lado do estádio.

Jr – Queria agradecer o Sr. Seraphim pela entrevista e tirar tantas dúvidas que nem sempre são questionadas pela imprensa e que nossos sócios e torcedores querem tanto ficar sabendo. O espaço é seu para deixar uma mensagem para a nossa torcida.

Seraphim - Eu queria deixar a mensagem que o Palmeiras, que se Deus quiser, com essa aprovação da construção da Arena, ele irá se tornar, sem dúvida alguma, o maior clube da América do Sul, além de dar uma ótima visibilidade para o clube, mundialmente falando. Vai ser o primeiro estádio de todas a América, cumprindo 100% as exigências da FIFA. Então, no dia 30, todo palmeirense sócio vai ter a oportunidade de ajudar a se concretizar essa tão importante mudança na história do Palmeiras. Agradeço à todos pelo espaço. Um abraço à toda torcida palmeirense.

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Belluzzo na TV Mancha

Depois de algum tempo no site da Mancha ficou disponível o vídeo em que o professor Belluzo foi entrevistado e falou um pouco mais sobre a Arena Palestra Itália.

A partir dos 2 minutos e 45 segundos no vídeo 7 ele começa a falar sobre o projeto. A entrevista está dividida em 13 partes mas eu só coloquei aqui no blog os videos que ele fala sobre a Arena, o resto da entrevista você pode acompanhar clicando
aqui.

Vídeo 7




Vídeo 8



Vídeo 9



Vídeo 10

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Belluzzo fala sobre a Arena para o Lance!

Clique na Imagem abaixo para ler a entrevista!

belluzzolance

Será que o teto retrátil sai???
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Luis Davantel fala para a Maquina do Esporte

O anúncio do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 movimentou os clubes do país, que começaram a pensar em novos estádios ou reformas nos antigos imediatamente. Nesta semana, o Conselho do Palmeiras aprovou o projeto de reforma do Palestra Itália, que pretende abrigar 45 mil pessoas em 2010, independentemente do Mundial. Ao lado da agremiação paulistana está a WTorre, empresa do ramo imobiliário que tenta se encaixar no novo mercado de arenas que surge no cenário.

Preocupada com a tendência que vem surgindo desde o início, a companhia não só se fez presente em negociações no setor como estendeu um braço para o mesmo. Criou, em maio deste ano, a WTorre Arenas S.A., projeto que tem como objetivo principal a participação em cinco grande estádios brasileiros em um futuro não muito distante.

"A idéia é uma incursão em um novo mercado, que a gente acredita que vá sofrer uma mudança por causa da Copa. Achamos que São Paulo é uma cidade em que cabe esse produto, mas outras grandes capitais também podem ter arenas que recebam outros tipos de eventos que convivem muito bem com o futebol", disse Luis Fernando Davantel, responsável pela WTorre Arenas.

Em entrevista exclusiva à Máquina do Esporte, o executivo contou mais sobre os planos de sua empresa, falou sobre detalhes do contrato com o Palmeiras e ainda explicou a importância da Copa do Mundo nesse projeto.

Leia a seguir a entrevista na íntegra:

Máquina do Esporte: Qual a intenção e como a WTorre vai atuar dentro desse novo mercado de arenas que se abre no Brasil?
Luis Fernando Davantel: A idéia é uma incursão em um novo mercado, que a gente acredita que vá sofrer uma mudança por causa da Copa. A gente imagina que dentro disso haja um componente imobiliario que gere negócios, não só dentro mas também em termos de infra-estrutura, que vai melhorar a oferta para quem for usar o estádio.

ME: Em quais outros projetos, além do Palmeiras, a WTorre está trabalhando?
LFD: Temos outras conversas fora do estado de São Paulo, algumas em estágios mais avançados outras menos. Como também estamos olhando alternativas de reformas de estádios que não sejam de clubes especificos, do poder público. A gente gostaria de ter umas quatro ou cinco arenas espalhadas pelo Brasil de nossa administração. Achamos que São Paulo é uma cidade em que cabe esse produto, mas outras grandes capitais também podem ter arenas que recebam outros tipos de eventos que convivem muito bem com o futebol.

ME: Como a WTorre vai explorar a arena Palestra Itália?
LFD: O nosso negócio com o Palmeiras é imobiliário. Foi feito um acordo em que o clube cede a superficie do clube social para que a WTorre faça investimento. E por conta dessa obra nós exploraremos a arena, não tendo nenhum tipo de gerência sobre a área social. No estádio, nós tratamos o negocio como imobiliario. Vamos tentar alcançar receitas alugando camarotes, nome do estádio, cadeiras especiais, os mais variados lucros possíveis, o que o torna um espaço de multifuncionalidade. Um percentual dessa renda, e existem dois tipo, será passado ao Palmeiras.. Existe a familia patrimonial com camarote e cadeiras especiais. Essas começam com 5% do clube e terminam com 30% nos últimos cinco anos de contrato. A outra família está mais ligada à locação para feiras, congressos, restaurantes e lanchonetes. Elas vão de 20% a 45% nos ultimos cinco anos. A relação entre nós é muito vinculada ao negócio imobiliário. Nós não vamos ter gerência nenhuma sobre preço de ingresso e lucro de bilheteria. Isso tudo continua com o Palmeiras.

ME: Há pouco tempo, a WTorre foi ligada a uma possível obra de estacionamentos subetarrâneos do Morumbi. Essa informação procede?
LFD: Nunca teve nenhuma aproximação. Não tem fundamento nenhum esse tipo de notícia. Nunca fomos procurados por ninguém do São Paulo e também nunca nos aproximamos para nenhum tipo de obra como essa.

ME: Como a empresa está se posicionando para poder participar da remodelação de estádios públicos?
LFD:A gente sabe que o governo federal e o estadual vão ter de disponibilizar estádios, e como temos vontade e capacidade para ajudar nisso estamos colocando nossa força de trabalho à disposição para fornecermos condições para que esses locais sejam remodelados sem necessidade de dinheiro público. A gente sabe que várias cidades vão ter de investir em infra-estrutura, e aí seria importante a iniciativa privada exonerar o poder publico do ônus das reformas de arenas com dinheiro próprio.

ME: Desde o anúncio do Brasil como sede da Copa do Mundo, muito se fala sobre a participação da iniciativa privada nesse processo. A WTorre está tentando ser, efetivamente, uma dessas empresas viabilizadoras do Mundial?
LFD: Sim, e eu acho que não vai ser só a gente nessa disputa. É um evento de uma magnitude enorme, e com certeza empresas do nosso setor e de fora também verão uma oportunidade grande e vão olhar para isso. A gente sabe que vários grupos se disponibilizaram para ajudar com a Fonte Nova, o Mineirão e outros. Tenho certeza que como a Wtorre vão existir vários grupos de todo o Brasil para que a iniciativa privada viabilize uma demanda bastante importante da realização da Copa do Mundo. Eu acredito que pode vir um montante muito próximo do 100% desse setor.

ME: Em que ponto do panorama mundial de estádios as novas arenas do Brasil podem se encaixar? Elas ficarão equiparadas às melhores do mundo?
LFD: Eu acho que equiparar em tamanho de investimento e tipo de oferta e produto não, porque são realidades e demandas distintas. Os investimentos feitos nas arenas de Wembley e Emirates Stadium [novo estádio do Arsenal], por exemplo, montam cifras que não teriam a menor viabilidade econômica no Brasil. Por isso que a gente foi buscar o modelo portugues, do Sporting [José Alvalade] e do Porto [estádio do Dragão], que têm um nível de investimento e tecnologia que é comparavel à realidade econômica do país. Acho que vai ter pontos similares, principalmente no que diz respeito à oferta do espetáculo, que não vai deixar nada a desejar, mas em outros pontos não.

ME: Até que ponto a Copa do Mundo é preponderante nesse processo?
LFD: Eu acredito no produto independentemente da Copa do Mundo. Acho que São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, por exemplo, são cidades em que cabem arenas independentemente da competição. Acho que a Copa do Mundo só vai ser a força motora, que vai captar os investimentos num curto período. Acredito que essse processo existiria de qualquer forma, mas seria mais espaçado sem a Copa. O Palmeiras nem sequer faz parte do caderno de encargos de São Paulo que foi para a Fifa. Vamos fazer homologado dentro dos padrões, mas se não for usado na Copa não vai mudar absolutamente nada no projeto.

Fonte:
Maquina do Esporte

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Folha de SP entrevista Walter Torre Jr.

Após Palmeiras, construtora quer 5 arenas na Copa-14

Presidente da WTorre diz que reconstrução do Parque Antarctica é só o primeiro passo para plano mais amplo.

Walter Torre Jr. afirma que aprendeu com negociação frustrada com Corinthians e que transparência pesou para acerto com alviverde.

A reconstrução do estádio do Palmeiras é apenas o primeiro passo de um plano mais ambicioso. Walter Torre Jr., presidente da construtora que irá modernizar o Parque Antarctica, almeja ter a concessão de quatro ou cinco arenas que serão usadas na Copa de 2014.

Ontem, o empresário interrompeu suas férias na ilha espanhola de Ibiza para falar à Folha sobre seus planos de investimento no futebol.

O primeiro passo foi uma negociação com o Corinthians, que, apesar de frustrada, gerou experiência decisiva para fechar com o Palmeiras.
"A escolha do time é muito importante. Aprendemos bastante na negociação com o gambazada e vimos que a transparência é fundamental. Do ponto de vista do negócio, para nós, o projeto do gambazada era mais vantajoso. Mas nos sentimos mais confortáveis para negociar com o Palmeiras", declarou Torre Jr., 54.

O projeto oferecido ao empresário pelo conselheiro corintiano Edgard Soares previa a construção sem custo para o clube e a exploração da arena pelo prazo de cinco anos. Ontem, o engenheiro afirmou que o prazo era de 15 anos, apesar de ter assinado protocolo com o prazo de dez anos a menos.
O negócio não foi adiante porque a MSI, que tinha prioridade para fazer a obra, não deu o aval à diretoria alvinegra.
No Palmeiras, a WTorre vai gerir o Parque Antarctica por 30 anos. Segundo o empresário, a operação financeira no projeto corintiano poderia ser mais lucrativa. Mas, no clube alviverde, ele disse ter tido mais segurança para negociar.
Torre Jr. não descarta novas investidas em outras arenas de São Paulo -"o mercado da cidade comporta"-, mas diz que não é sua prioridade agora.

"O ideal é ter um em cada cidade, para explorar também o entretenimento. É mais interessante tentar trazer um pop star para fazer shows, oferecendo uma turnê por quatro ou cinco praças", explicou ele, que, sem citar as cidades onde já vislumbra novos investimentos pelo Brasil, em Estados que podem abrigar jogos da Copa.
"Todos os projetos estão dentro do protocolo da Fifa, para atender a demandas do Mundial. O que pretendo é introduzir uma nova forma de o torcedor ver o futebol", contou o engenheiro, que diz nunca ter feito contato com a CBF para emplacar seu projeto com vistas à Copa de 2014.

Torre Jr. afirma que seu trunfo para atingir a meta, além do know how em termos dos projetos, é a maneira como financia as operações. "Conseguimos criar soluções financeiras próprias do mercado imobiliário, o que permite investir de forma diferenciada."
Este é um ponto que o empresário insiste em deixar claro: ele é um homem do mercado imobiliário, não do futebol.
Indagado se concordaria, por exemplo, em receber direitos sobre venda de atletas em troca de investimentos na arena de algum clube, ele foi breve: "Não aceitaria. O que fazemos é negócio imobiliário, com foco 100% imobiliário".

E quanto à exploração imobiliária de arenas esportivas de outras modalidades, como as que podem ser necessárias para o projeto carioca de receber a Olimpíada de 2016?
"No momento, não existe esse interesse. O foco agora é em arenas de futebol, voltadas para o futebol. Sem pista de atletismo, por exemplo", explica ele, para quem a reforma do Parque Antarctica, na prática, será a reconstrução do estádio.
"Sempre iremos fazer do zero. As novas necessidades e tecnologia são difíceis de adaptar. A gente fala em reforma, mas é reforma do conceito de futebol. Porque a arena mesmo será totalmente refeita de acordo com as condições atuais", explica.

Torre Jr. afirma que o novo Parque Antarctica será o exemplo do modelo que quer implantar na maneira de assistir a jogos de futebol no Brasil.
"Os assentos terão inclinação de até 38, o que possibilita uma visão espacial do gramado. De qualquer ponto do estádio o espectador conseguirá ver o campo como se tivesse assistindo ao jogo pela TV e terá todos os demais torcedores em seu campo visual, o que não ocorre, por exemplo, no Morumbi."
No estádio são-paulino, até o momento o favorito da cidade para receber a Copa-14, há mais de 8.000 pontos cegos e a inclinação máxima é de 31, segundo estudo do arquiteto Carlos de La Corte, autor de tese de doutorado sobre estádios brasileiros pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.

Fonte:
Folha de São Paulo

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PTD fala com World Sports

Muito se discutiu nos últimos dias a qualidade do gramado do Palestra Itália, que receberá no próximo dia 20/04 a segunda partida da semifinal do Paulistão entre Palmeiras e São Paulo.

Para sanar a dúvida dos Palmeirenses, o PTD entrevistou o sr. Roberto Gomide, representante da World Sports, empresa responsável pela mantenção do campo. Confira abaixo a entrevista:

Palmeiras Todo Dia: Quais as condições do gramado do Palestra Itália depois dos shows do Rod Stewart e Ozzy?

Roberto Gomide: A grama sentiu bastante o processo. Ela ficou coberta por alguns dias com uma cobertura especial para shows e a compactação causada também atrapalhou bastante principalmente porque choveu muito no final de semana. Contudo não detectamos grandes problemas com o macro-nivelamento como observado no show anterior.

PTD: Foi detectado algum tipo de vandalismo?

RG: Nada que fosse impactante.

PTD: Como a World Sports tem encarado as críticas da imprensa e por parte da torcida? Qual das críticas vocês consideram justas e quais vocês consideram injustas?

RG: Críticas sempre acontecem quando uma expectativa não foi alcançada e no caso do projeto do Palestra o que entendo que aconteceu foi uma expectativa errada que se criou desde o início. A iniciativa da diretoria, principalmente na pessoa do Vice-Presidente Paulo Nobre foi a de modernizar o gramado do Palestra deixando-o com as características dos principais gramados do país. Isso foi realizado em tempo recorde e o objetivo principal que era o de se mandar os jogos em casa se realizou. O que entendemos que é uma crítica injusta é que houve uma cobrança antecipada em relação ao desenvolvimento natural de um gramado novo e que ainda sofreu com o desgaste da chuva e dos shows.

PTD: Como estará o gramado para o jogo contra o São Paulo? Que garantia a empresa pode dar à coletividade Palmeirense?

RG: É sempre importante lembrar, mais uma vez, que estamos realizado um trabalho de melhoria em tempo recorde e estamos muito otimistas ao resultado final. É impossível determinar se estará um gramado nota 7,8,9 ou 10 porque existem vários fatores que influenciam, entre eles tempo e temperatura, porém tudo o que tecnicamente estava disponível foi realizado.

PTD: A World Sports conseguiu encontrar uma solução para a entrada do maquinário no Palestra Itália?

RG: Anteriormente foi necessária a contratação de guindastes mas nessa semana foi montada uma rampa provisória que possibilitou o acesso ao gramado.

PTD: Poderia explicar para o torcedor Palmeirense por que no jogo contra a Ponte Preta o gramado ficou encharcado?

RG: Porque o solo existente é muito argiloso e estava saturado de água com chuvas dos meses de Janeiro e Fevereiro. Após o show formou-se uma compactação superficial que não permitiu que a água penetrasse no solo e se escoasse pelo sistema de drenagem. O problema melhorou somente após o processo de Aeração e Descompactação de solo com equipamento apropriado e colocação de material arenoso para melhoria da estrutura do solo. Esse trabalho se repetirá várias vezes durante esse ano

PTD: Quantas pessoas estão trabalhando nesse momento para deixar o gramado em perfeitas condições?

RG: O trabalho de manutenção é feito em parceria com a equipe de manutenção do clube e o número do pessoal varia dia a dia dependendo das atividades realizadas.

PTD: O fato do gramado no Palestra ser "suspenso" causa algum tipo de dificuldade?

RG: A dificuldade é o acesso que é somente feito pelo vestiário e acaba restringindo o acesso de máquinas que fazem parte da tecnologia de construção e manutenção de gramados esportivos.

O PTD agradece o Sr Roberto Gomide pela entrevista e pela atenção.

Marcos Kleine Equipe Palmeiras Todo Dia kleine@palmeirastododia.com

Fonte:
Palmeiras Todo Dia

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Informações sobre Walter Torre

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O nosso amigo e colaborador Ricardo Teixeira nos enviou essa entrevista com o Walter Torre, proprietário da Wtorre, que ele concedeu para a revista Minha Casa, Meu Imóvel. Nela ele comenta sobre a empresa e fala um pouco sobre a Arena Palestra Itália.

Para ler a entrevista basta clicar nos links das páginas:

Página 1 Página 2 Página 3 Página 4 Página 5 Página 6

Fonte: Minha Casa, Meu Imóvel

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