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WTorre fecha com Traffic Arenas

ERICH BETING
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

A nova arena do Palmeiras ainda não saiu do papel, mas a construtora WTorre já fechou contrato para a comercialização do estádio, que deverá começar a ser construído em 2010. A Traffic Arenas, braço do grupo comandado por J. Hawilla, foi contratada para vender propriedades comerciais da arena.

O acordo foi confirmado por Mauro Holzmann, diretor da Traffic Arenas, durante palestra sobre gestão de arenas na II Semana de Marketing Esportivo, organizada pela Máquina do Esporte em conjunto com a Empresa Júnior da Escola de Educação Física e Esporte da USP.

Segundo o executivo, as duas empresas já estão trabalhando em conjunto sobre o projeto palmeirense. Inclusive a Traffic já sugeriu algumas alterações, com o objetivo de aumentar o potencial de venda da arena, tornando-a mais rentável.

"Esse é o trabalho que devemos realizar. Dar esse olhar comercial para os projetos", afirmou Holzmann durante sua apresentação na USP.

Criado no início do ano pela Traffic, o departamento de arenas primordialmente trabalhará na comercialização de propriedades nos novos estádios que deverão ser construídos no país nos próximos anos. O maior objetivo é a venda de camarotes corporativos e de patrocínios.

Holzmann, porém, diz que a empresa já começa a estudar se não será importante trabalhar também na gestão dos estádios de futebol. De acordo com o executivo, uma gestão pouco profissional da arena pode colocar por terra toda o projeto de comercialização do estádio.

"Nosso expertise é a comercialização de estádios, e não a gestão. Só que, se não houver uma gestão profissional do estádio, esse trabalho não renderá frutos. A gestão é muito importante. Nós estamos fazendo estudos para ver como a Traffic poderá estar presente nessa gestão. Como não é nosso negócio, a gente olha parcerias que podem ser feitas", disse.

O executivo, porém, é cético em relação à entrada de grandes grupos internacionais para trabalharem como gestores de arenas. Para ele, a realidade de público e de fontes de receita no Brasil é diferente do que acontece nos Estados Unidos e na Europa, o que pode fazer com que o investidor estrangeiro tenha dificuldades na gestão da arena no país.

"Eu não acredito nesse sonho da vinda das multinacionais e das pessoas de fora que vêm fazer a gestão de estádios no Brasil. E há até um motivo simples, que mostra como aqui é diferente: como pode um estrangeiro entender que aqui você corre o risco de ter o seu estádio vendido inteiro com meia-entrada? Sua previsão de receita cai pela metade", exemplificou.

A palestra de Holzmann encerrou o segundo dia da II Semana de Marketing Esportivo organizada pela Máquina do Esporte em conjunto com a Empresa Júnior da Escola de Educação Física e Esporte da USP. Na quarta-feira o seminário prossegue com duas palestras.

Às 9h haverá a apresentação de Marco Siqueira, sócio-diretor da Gol de Ouro, agência de marketing esportivo especializada na área de licenciamento esportivo. Siqueira falará sobre o mercado de licenciamento no esporte. Na sequência, é a vez de Fabiano Redondo, diretor de marketing da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), falar sobre o marketing de uma das principais modalidades esportivas do país.


Fonte:
Maquina do Esporte

Quem vem acompanhando o blog já sabia que a Traffic seria a empresa que comercializaria os camarotes, cadeiras cativas e o Naming Rights da Arena.

O Mauro Holzmann comentou que não acredita em uma empresa multinacional gerindo uma arena multi uso aqui no Brasil, em razão da diferença da nossa cultura com os países europeus. Eu não concordo com o ponto de vista dele nesse assunto, pois mesmo na Europa essas empresas estão acostumadas a trabalhar com culturas completamente diferentes e não seria muito difícil uma adaptação por parte delas para gerir um complexo desses no nosso país.

Esse assunto é um dos que mais me preocupa no projeto da nossa Arena, eu sempre comento com o Tchiro e o Claudio Baptista Jr. sobre a necessidade do Palmeiras ter um Project Manager estrangeiro contratado pelo clube para fiscalizar a obra e passar a experiência de gestão de um estádio europeu para nós aqui no Brasil. Infelizmente temos poucas pessoas com experiência nessa área atuando na America do Sul, o meu amigo Ricardo Araujo é um deles.

Junior Gottardi

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