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SÃO PAULO - Foram mais de 10 apresentações para conselheiros e associados palmeirenses nos últimos dias. Agora, em reunião na próxima segunda-feira, a decisão será tomada. E, se for aprovada pelo Conselho Deliberativo do Palmeiras, a Arena Palestra Itália vai finalmente sair do papel.
 
Do projeto apresentado aos jornalistas em dezembro, muita coisa mudou. O novo estádio ganhará arquibancada em todo o seu entorno - ao contrário do atual formato ‘ferradura’ do Palestra Itália, que deixa as piscinas ao fundo de um dos gols -, o valor gasto para as reformas baterá na casa dos R$ 300 milhões, pagos pela parceira WTorre, responsável pelas obras, e a capacidade será de 45 mil torcedores em jogos que não sejam da Fifa. Em partidas da entidade, porém, esse número cai para 42 mil, pois os outros três mil lugares são destinados aos profissionais da imprensa.
 
Além das diferenças estruturais do estádio e nas outras construções (como um prédio administrativo e um esportivo), o projeto inicial ganhou um novo conceito. "Inicialmente iríamos ser sócios do investidor (WTorre)", disse José Cyrillo Jr., diretor administrativo do Palmeiras. "Agora o clube será administrado por nós e o estádio, pela parceria."
 
Cyrillo acredita que o Palmeiras vai ser dar bem financeiramente com a construção da Arena Palestra Itália. "Vamos ter participação sobre toda as receitas", contou o dirigente, que prevê ganhar bastante com atividades extra-futebol. "Aposto mais nos shows."
 
O Palmeiras ficará com toda a renda de seus jogos no estádio. "Mas vamos pagar uma taxa de uso", explicou Cyrillo. Em compensação, o clube sonha com altas cifras. "No primeiro ano já acredito que dobraremos as receitas", revelou o dirigente.
 
Além do lucro obtido, o Palmeiras vai economizar na manutenção do estádio. Em 2007, o valor gasto pelo clube foi de cerca de R$ 8 milhões. Mas a WTorre passará a ser responsável por todo esse gasto nos 30 anos em que ficará comandando a Arena Palestra Itália.
 
Em princípio, a WTorre queria pagar o Palmeiras após seis anos da construção do estádio. "Falei que só faríamos (o projeto) se o pagamento começasse no primeiro ano, e eles aceitaram", contou Cyrillo.
 
O desenho da Arena Palestra Itália ficou sob responsabilidade do arquiteto português Tomás Taveira, que, por exemplo, já repaginou os estádios do Sporting e Benfica, ambos em Lisboa. Ele deve também fazer o projeto da reformulação da Academia de Futebol, o CT palmeirense: o amplo ginásio ganhará um hotel para os jogadores, piscina aquecida e novas salas de fisioterapia e médica.
 
COPA DE 2014

A partir desta quinta-feira, o Palmeiras apresentará aos seus sócios, no Palestra Itália, o contrato com a WTorre. Durante as apresentações feitas até agora, a maioria dos palmeirenses gostou do que foi visto. Apenas alguns conselheiros da oposição criticaram o acordo.
 
Se o projeto for aprovado na segunda-feira, o Palmeiras convocará uma entrevista coletiva na terça para apresentar aos jornalistas tudo o que será feito na Arena Palestra Itália. E também deve começar as obras rapidamente. A previsão é que tudo fique pronto em dezembro de 2010 - assim, o time ainda jogará no estádio até o Paulistão do ano que vem.
 
O novo estádio terá três anéis, restaurante, lanchonetes, mil cadeiras cativas, cerca de 300 camarotes e estacionamento para 1400 vagas. E o clube ainda vai ganhar dois prédios - um administrativo e um outro onde ficarão atividades esportivas como o judô e a ginástica artística, por exemplo.
 
O sonho palmeirense é que a Arena Palestra Itália receba jogos da Copa de 2014 - de preferência, as partidas da seleção italiana. Mas isso será difícil, pois o projeto do Mundial no Brasil prevê apenas o Morumbi como estádio em São Paulo a ser utilizado no campeonato.

Fonte:
Estadão

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