Alvo de dúvidas e discussões nos últimos meses, a
Arena Palestra Itália estará pronta em 2012. Quem
garante é Solano Neiva, presidente da WTorre, a
construtora responsável pela reforma. E ainda por
cima, ele procura abafar uma preocupação dos
palmeirenses ao anunciar: as alterações realizadas
no projeto deixarão o complexo do estádio ainda
melhor.
"Fizemos algumas modificações com base no que as
autoridades nos pediram", afirma Solano Neiva, em
resposta a críticas de conselheiros alviverdes. "O
projeto ficou melhor, tem uma área verde maior ao
associado do Palmeiras, beneficiou o conjunto de
quadras do clube. O ginásio também será totalmente
reformado", emenda.
Em entrevista exclusiva à GE.Net, Solano Neiva
também encerrou com todas as dúvidas sobre a demora
no início das reformas, que tinham o início
previsto para o ano passado. Na aprovação do
projeto, a parceria Palmeiras-WTorre reclama da
burocracia encontrada junto a órgãos municipais.
Segundo Solano Neiva, o investimento nas
modificações da futura casa palmeirense chega a R$
300 milhões. A promessa é de um estádio moderno,
totalmente adequado às exigências da Fifa. Contudo,
a WTorre quer que a arena continue atendendo a
todos os segmentos sociais: ricos e pobres.
"Haverá diferentes tipos de lugares, desde os mais
refinados, com restaurantes, opções diversas, mas
não esqueceremos das cadeiras populares", promete o
presidente da construtora.
GE.Net: Por que houve tanto atraso nas obras da
Arena?
Solano: É uma história longa e que precisa ser
esclarecida. Há 12 anos, o Palmeiras conseguiu a
aprovação de um projeto que tratava de uma arena
para as necessidades da época. Dentro daquela lei,
a aprovação deveria ser atualizada a cada ano. O
Palmeiras conseguiu isso com a alegação de que
fazia as obras lentamente, um pouco a cada ano. Só
que na gestão da prefeita Marta Suplicy, houve uma
mudança na legislação, com um novo plano diretor
para São Paulo, novas leis para uso e ocupação do
solo, uma revisão no Código de Obras. Nós achávamos
que a autorização antiga era válida, mas fomos
obrigados a começar a coletar documentos e provas
para mostrar que o Palmeiras tinha um direito
adquirido, por isso foi necessário um tempo de
espera.
GE.Net: O Palmeiras agora espera o aval da
prefeitura para começar a obra. Qual a previsão?
Solano: São Paulo é uma cidade mais complexa do que
as outras, os assuntos passam por diversas
instâncias que são extremamente separadas, você
conversa com as secretarias de forma separada. Em
nosso entendimento, esse projeto estará
completamente licenciado entre outubro e dezembro
deste ano.
GE.Net: O presidente Belluzzo chegou a dizer que
poderia procurar até o prefeito Gilberto Kassab
para agilizar o processo. Isso é possível?
Solano: O prefeito pode reunir todos os secretários
e pedir urgência na aprovação. Se isso ocorrer, a
gente iniciaria as obras em 30 dias.
GE.Net: No Palmeiras, conselheiros fizeram críticas
fortes a essa nova arena. Eles alegaram que o
projeto inicial tinha problemas graves, não era
compatível com a área disponível. Isso é verdade?
Solano: Não é verdade. Fizemos algumas alterações
com base no que as autoridades nos pediram.
Trocamos alguns detalhes. Para se entender melhor,
é como se você trocasse de lugar uma janela na
construção de uma casa. Mas o projeto ficou melhor,
tem uma área verde maior ao associado do Palmeiras,
beneficiou o conjunto de quadras do clube. O
ginásio será totalmente reformado, com uma quadra
dentro das normas da Fifa. Poderemos receber, por
exemplo, a seleção brasileira de futsal.
GE.Net: Você esteve recentemente no Palmeiras em
uma reunião do Conselho Deliberativo para prestar
esclarecimentos do projeto. O que foi discutido? A
parte política do clube é uma preocupação da
WTorre?
Solano: Na assembléia, ficou discutido que haverá
uma série de reuniões setoriais públicas em um
intervalo de 25, 30 dias, com a presença do nosso
corpo técnico. Estamos à disposição para qualquer
esclarecimento. Se for necessário, irei outras
vezes ao Palmeiras para conversar. Sobre a política
do Palmeiras, é uma situação que não nos pertence.
GE.Net: O ex-presidente Mustafá Contursi fez uma
crítica de que a atual administração de Luiz
Gonzaga Belluzzo está dando o patrimônio do
Palmeiras a terceiros. Como você encara essa
afirmação?
Solano: O Mustafá está equivocado. Todo time
moderno deve mudar seu patamar para ter seu
patrimônio atualizado. Isso ocorre no mundo
inteiro. O Palmeiras será o primeiro clube
brasileiro dotado de uma arena dentro das normas
exigidas pela Fifa. Atualmente, não há ninguém com
esse desenvolvimento.
GE.Net: Então o contrato é vantajoso ao Palmeiras?
Solano: O contrato é confiável para o clube.
Qualquer analista econômico aprovaria. Desde o
momento zero do contrato, o Palmeiras ganha uma
porcentagem. Vamos explorar a Arena Palestra Itália
por 30 anos. Mas, a cada ano, a participação do
Palmeiras vai aumentando.
GE.Net: E para os investidores, quais as vantagens?
Solano: A ideia é ter uma remuneração de mercado,
com 14% ou 15% de rentabilidade. É claro que existe
um risco em todo esse investimento. Ninguém garante
que as comercializações feitas na arena serão pelos
preços que estamos estimando.
GE.Net: A torcida do Palmeiras teme que a Arena
mude o perfil dentro do estádio, beneficiando
aqueles com maior renda. Os torcedores mais
humildes serão prejudicados?
Solano: Com certeza, o estádio não deixará de ser
popular. O que a arena pretende trazer são espaços
para um público que atualmente não frequenta as
partidas por falta de estrutura dos locais. Haverá
diferentes tipos de lugares, desde os mais
refinados, com restaurantes, opções diversas, mas
não esqueceremos das cadeiras populares, já que o
futebol é um esporte de massa.
GE.Net: Sobre a Copa do Mundo de 2014, a Fifa já se
mostrou preocupada com o projeto de reforma do
Morumbi. A Arena Palestra Itália pode rivalizar com
o estádio do São Paulo para ser o palco dos jogos
na capital paulista?
Solano: Se precisar, a Arena Palestra Itália está
aí, com um investimento que chegará a R$ 300
milhões. Não comportaria o jogo de abertura, por
exemplo, como quer o São Paulo. Até onde eu sei, o
projeto do Morumbi foi rejeitado. Mas deixo claro
que o novo estádio é parte da obrigação que temos
com o Palmeiras, atendendo ao caderno de encargos
da Fifa, para receber um público de 42 mil pessoas.
Fonte:
Gazeta
Esportiva
Basicamente
o que o Solano falou a gente já sabia, mas foi
interessante alguns comentários dele sobre o
projeto.
Eu achei legal e passou muita transparência ele
passar a informação sobre a possibilidade do
Kassab(se tiver vontade) poder acelerar o processo
de aprovação da obra nos diversos departamentos da
prefeitura de SP.
Também vale ressaltar ele comentando que a futura
Arena Palestra Itália será um estádio para todo o
palmeirense, desde o mais rico até o mais pobre!
Já não estamos mais aguentando de tanta ansiedade
para o inicio das obras, espero que dessa vez esse
cronograma seja cumprido e que a obra comece ainda
nesse ano!
Junior Gottardi