WTorre vai modernizar estádio do Palmeiras
De olho na candidatura do País à Copa do Mundo,
projeto de R$ 300 milhões vai transformar o estádio
do Palestra Itália em arena multiuso dentro dos
padrões exigidos pela Fifa
Rafael Frank
A WTorre Arenas, do grupo WTorre, assinou acordo
com a Sociedade Esportiva Palmeiras para reformar e
ampliar o estádio Palestra Itália, em São Paulo. O
projeto de uma arena multiuso de 100 mil m²,
estipulado em R$ 300 milhões, terá os padrões
exigidos pela Fifa (Federação Internacional de
Futebol). A arena terá 100 mil m² no total. As
obras iniciam-se em julho e têm previsão de término
para o final de 2010.
Entre 18 de julho e 1° de dezembro de 2008 será
executado um edifício de três pavimentos, dotados
de seis quadras de tênis, seis quadras
poliesportivas, um campo de society oficial e uma
pista para caminhada. O complexo estará localizado
na atual área do Palácio das Quadras - entre as
quadras e o Ginásio 2. A primeira fase da obra não
afetará os jogos de futebol.
Na área das quadras de tênis, após a conclusão do
prédio esportivo, será construído um edifício de
cinco pavimentos. Serão quatro pisos destinados a
atividades sociais e esportivas, com área de 12.600
m², que abrigarão um auditório com capacidade para
até 2 mil ocupantes e um anfiteatro para até 25 mil
pessoas. As áreas comerciais e administrativas
ficarão no térreo e a diretoria, no quinto andar. O
prazo de entrega é 1° de agosto de 2009. Os dois
edifícios serão executados com o sistema tilt-up.
Haverá ainda benfeitorias e reformas no clube, como
as piscinas.
A interdição do estádio ocorrerá apenas em abril de
2009, já que equipamentos como guindastes ficarão
posicionados no campo. Luis Fernando Davantel,
executivo da WTorre Arenas, estima que 70% da
estrutura atual será aproveitada. Serão executados
dois aneis e o atual desenho de ferradura do
estádio será substituído por um retângulo
arredondado. "Para fechar, por causa do ângulo,
teremos que demolir alguns trechos", explica.
Apesar de toda a área para o público ser coberta, o
gramado receberá cobertura apenas até a linha do
gol no lado da avenida Francisco Matarazzo. "Haverá
uma preparação para que a estrutura receba,
posteriormente, um teto retrátil. Não considero
essa solução interessante para o nosso País por
causa da grama, conforto térmico do público e por
ser limitante para certos eventos," opina Davantel.
O projeto será totalmente definido entre 60 e 90
dias. Ainda há questões a definir, como o aspecto
sustentável. "Estamos pensando na co-geração de
energia, em células fotovoltaicas. O sistema de
reuso da água também será empregado, apesar de não
haver uma definição ainda da forma", diz o
executivo.
O estádio terá capacidade para 45 mil pessoas. Para
eventos da Fifa, 42 mil pessoas poderão ocupar o
estádio, sendo 2 mil jornalistas. Já em eventos
múltiplos, o número de visitantes alcança os 60
mil. Haverá 250 camarotes, lanchonetes e quatro
restaurantes. "Um deles será panorâmico e voltado
para o campo. Será como um auditório, com
desníveis, para que todas as mesas observarem os
jogos", explica Davantel. No estádio, haverá espaço
para 1.400 vagas de carros. No total, serão 8,5 mil
vagas cobertas, distribuídas entre o complexo e o
entorno. A inauguração da arena está prevista para
15 de dezembro de 2010.
A concepção do projeto inicial foi dos arquitetos
Ferro & Tallat. A readequação para os novos
padrões exigidos pela Fifa ficou a cargo de Tomás
Taveira, responsável pelo Estádio Sporting
(Portugal), pelos centros comerciais e residenciais
de Amoreiras e de Olaias, em Lisboa (Portugal).
Administração do Arena
A Sociedade Esportiva Palmeiras estabeleceu um
acordo imobiliário com a WTorre. O time de futebol
cedeu o terreno em detrimento das reformas e
construções de novos edifícios."Estamos estudando a
questão financeira. A WTorre está recebendo
propostas de bancos, fundos e grupos, inclusive
internacionais, que desejam participar do projeto.
Entretanto, a empresa possui condições para
realizar o investimento (de R$ 300 milhões)
sozinha", afirma Davantel. Outra possibilidade que
o executivo cita é o uso de recursos do BNDES
(Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social) por meio da linha de crédito para estádios.
A WTorre administrará a arena nos próximos 30 anos
e o Palmeiras terá participação nas receitas.
Haverá duas receitas, patrimonial (jogos) e
operacional (shows, aluguéis de espaços). No caso
de jogos, isso significa 5% da receita líquida que
aumentará 5% a cada cinco anos, tendo um teto
máximo de 30%. A participação do clube esportivo
nas receitas dos demais eventos e nos diversos
espaços da arena será de 20% nos primeiros cinco
anos com acréscimos de 5% a cada cinco anos -
podendo chegar até 45%. Com a reforma do Palestra
Itália, o estádio se torna apto para sediar eventos
da Copa de 2014.
Fonte:
Piniweb