É um prazer entrevistar o Sr. Seraphim Del Grande,
presidente do Conselho deliberativo do Palmeiras
que vai tirar algumas dúvidas sobre a assembléia
dos sócios que será realizada no dia 30 de agosto
sobre a arena e também vai dar alguns detalhes do
projeto.
Jr – Qual é o beneficio dos sócios a curto e médio
prazo que eles vão ter com a aprovação do projeto
de modernização do Palestra Itália?
Seraphim - Boa tarde, é um prazer estar aqui
conversando com vocês e com relação ao projeto da
Arena, a principal preocupação que nós tivemos
desde o começo foi de que o sócio do Palmeiras não
fosse prejudicado em momento algum em suas
atividades. É lógico que sempre vai existir algum
probleminha, porque obra é obra e pode sempre
acontecer algum imprevisto. No cronograma da obra
que se inicia agora em setembro, vamos pegar
primeiramente a parte das quadras e o ginásio 2;
nessa área toda vai ser construído um prédio de 3
andares com 6 quadras de tênis no térreo, 6 quadras
poliesportivas no segundo andar e uma quadra de
futebol society oficial na parte de cima com uma
pista de corrida ao seu redor. Então, ficando
pronto esse prédio, partiremos para o que vai ficar
onde hoje estão as quadras de tênis; esse vai ser
um edifício de 6 andares e que vai receber toda a
parte administrativa do clube, as salas de
reuniões, salão do conselho e a sala do presidente.
Jr – E as modalidades que estão embaixo da
arquibancada do Palestra Itália, vão para lá
também?
Seraphim - Do 1º primeiro ao 5º andar do edifício
serão usados por todos os esportes que ficam
embaixo da arquibancada, como o boliche, hockey,
bocha, arco e flecha, tênis de mesa, bale, lutas
marciais... eles serão transferidos para esse novo
prédio. A vantagem de construir esse novo espaço é
que vamos respeitar as características que cada
esporte requer. Por exemplo, o boliche que temos
hoje foi adaptado para ser usado no local atual. No
prédio novo, as modalidades seguirão todas as
especificações técnicas necessárias, como
dimensões, tipo de piso, iluminação e etc.
Jr- Vai existir uma interação entre a diretoria de
cada esporte e o Palmeiras/WTorre para adequar cada
modalidade ao seus novos locais?
Seraphim - É lógico e com isso, o associado não vai
ter nenhum metro quadrado a menos, ao contrário,
alguns esportes vão ter a mais e outros, manterão a
mesma metragem. Então tudo vai ser feito em comum
acordo com o departamento de cada modalidade. Tudo
isso vai ser feito até meados de maio e junho do
ano que vem.
Jr - A minha preocupação é a seguinte, no caso do
tênis, no decorrer das obras, os sócios vão ficar
sem poder utilizar as quadras por algum tempo?
Seraphim - Esse problema não vai existir, porque no
momento em que as quadras da parte de baixo desse
prédio estiverem prontas, vão começar as obras onde
existem atualmente as quadras de tênis. Em 6 meses
entrega-se esse prédio e aí passa-se todos os
departamentos para lá. Só então é que vamos começar
a mexer na Arena. À partir de abril de 2009, o
campo todo vai ser interditado. Teremos que jogar
fora do Palestra Itália até o final de 2010 quando
a Arena estará pronta. Um detalhe interessante é
que embaixo do campo inteiro vai existir um outro
piso onde teremos os novos vestiários e um setor
que vai abrigar todos os carros de reportagem de TV
e rádios, como na Europa. Não vai ter nenhum carro
da imprensa estacionado em volta do estádio;
estarão todos em um piso subterrâneo, que ficará em
baixo da Arena. Com isso não vai existirá cabo
nenhum passando por cima nem por baixo das
arquibancadas. Na hora que o caminhão de TV entrar
na Arena ele vai poder se conectar em um local
apropriado onde vai poder transmitir o seu sinal de
radio e TV. Isso vai ser ótimo para a imprensa em
geral, que irá economizar muito com essa solução.
Jr - Então o sócio pode ficar tranqüilo porque o
interesse da WTorre é terminar logo as obras da
parte social para que possa partir rapidamente para
fazer a Arena, que é de onde tanto o Palmeiras
quanto a WTorre vão tirar os recursos financeiros?
Seraphim - A parte mais interessada em entregar
rapidamente a parte social do clube é a WTorre para
que possa-se dar início à construção da Arena.
Então o associado vai ganhar um clube totalmente
novo, sem pagar mais nada.
Jr - Muita gente vem falando que com tudo isso, a
mensalidade vai subir.
Seraphim - Não vai ter aumento algum. Existe
inclusive a preocupação de que o Palmeiras vai ser
um clube muito visado e com as novas dependências,
ele não vai ficar devendo nada à nenhum outro
clube, como por exemplo, Pinheiros ou Paulistano. O
clube vai ter inclusive, que limitar a entrada de
novos sócios para que não haja problema de
superlotação.
Jr – Então o Sr. acha que o momento oportuno para
quem quer virar sócio, é agora, certo?
Seraphim - O momento é agora mesmo, porque poderá
desfrutar das novíssimas instalações que o clube
vai oferecer.
Jr – Outra coisa que as pessoas querem saber e que
eu recebo muitos e-mails, é sobre a questão de que
se o clube vai ficar separado da Arena. Em dias de
jogos, como vai ser feita essa divisão entre o
sócios e os torcedores? Vai existir algum tipo de
isolamento?
Seraphim - A área da Arena é um espaço totalmente
separado do clube. O novo Palestra Itália vai ficar
em um local em que tanto o associado do Palmeiras
quanto o torcedor poderão frequentar a qualquer
momento, desde que estejam abertos restaurantes,
lojas e etc... ninguém vai limitar o acesso. Já o
contrário, não, o torcedor não terá acesso às
dependências do clube social. Vai existir um
controle muito parecido com o que já acontece nos
dias de hoje. A grande vantagem que os sócios vão
ter é que hoje, em dias de jogos, as atividades que
ficam embaixo da arquibancada do Palestra, não
podem ser utilizadas (e nem funcionam) e com a
construção da Arena e dos prédios esportivos, os
associados passarão a poder usufruir de todas as
atividades oferecidas pelo clube mesmo em dias de
jogos.
Jr - Então por exemplo, se o departamento de
boliche quiser fazer um torneio e por coincidência,
no mesmo dia, tiver uma final de um campeonato
Paulista de futebol, eles poderão realizar o
evento, sem problema nenhum?
Seraphim - Claro! Normalmente não vai ter nada que
possa prejudicar o resto do funcionamento do clube.
Jr – Outra coisa, sobre a manutenção, a tendência é
de que ela caia com esses prédio novos e com isso o
Palmeiras passará a economizar uma quantia bem
significativa, certo?
Seraphim - Na realidade, uma obra nova, como por
exemplo, uma nova casa ou um automóvel novo, o que
gasta-se para manter é muito pouco. Já uma casa ou
carro velho, uma hora você tem que consertar isso,
outra hora aquilo... Então, concluindo o
pensamento, a tendência é sim de que a manutenção
seja muito mais barata, os custo gerais e de mão de
obra serão reduzidos. Hoje, os custos de onde está
o estádio, o Palmeiras vai não pagar mais energia
elétrica, material de limpeza e etc, tudo isso será
arcado pela WTorre.
Jr – O custo hoje de manutenção do estádio, falando
apenas do Palestra Itália, está em torno de
R$9.000.000,00
Seraphim - Nós pedimos um parecer técnico de uma
multinacional especializada em arena e estádios e
eles calcularam que o Palmeiras teria que gastar 2
milhões à mais do que gasta hoje para poder dar a
manutenção que uma Arena de primeiro mundo
necessita. Então esses 2 milhões, mais os 7 milhões
que o Palmeiras atualmente de fato gasta, seriam 9
milhões no total e o Palmeiras teria uma economia
de 8 milhões porque um milhão é um cálculo
estimativo que nos dias que tiver jogos no Palestra
Itália, o Palmeiras vai pagar apenas o custo
operacional sobre a Arena, que seriam de 25 mil
reais por jogo, um valor irrisório, pois
normalmente, o aluguel de um estádio para que
possam ser realizados jogos, gira em torno de 12 à
15 por cento. Então, a renda média hoje do
Palmeiras está em torno de 500 mil reais que seriam
60 mil de aluguel por jogo.
Jr- Foi interessante um comentário feito pelo
diretor da WTorre, Luiz Davantel, que a média de
público do Sporting de Lisboa que era de 18 mil
pessoas, passou para 38 mil após a construção da
nova Arena do clube português, que foi projetada
pelo mesmo arquiteto responsável pelo projeto da
Arena Palestra Itália.
Seraphim - Realmente a tendência é de aumentar a
arrecadação quando você oferece conforto, segurança
e facilidade para os torcedores com uma estrutura
de primeiro mundo, a garantia que sua cadeira
numerada vai estar lá à sua disposição, sanitários
renovados, e etc... A tendência é que você venha
com a sua família para assistir o jogo e com isso,
o resultado acaba sendo o aumento de pessoas que
atendem a cada jogo. O espaço Visa já é um bom
exemplo disso; todos os jogos esse setor do estádio
estão ficando lotados.
Jr – E com público novo, né? Um público que não
costumava freqüentar o estádio.
Seraphim - E olha que o Visa ainda está bem
distante do que a Arena vai poder oferecer. A Arena
vai ter 42 mil lugares, todos cobertos, todos
numerados e monitorados.
Jr – E para jogos do campeonato brasileiro e
paulista, serão 45 mil lugares?
Seraphim - Na realidade para os jogos da FIFA é
necessário puxar uma área para imprensa, de 2 mil
lugares, só que isso ainda é praticamente dobrado
porque você tem a mesa para os equipamentos. Para
jogos comuns, não tendo essa obrigação, vamos
conseguir chegar à 46 mil lugares. No mundo
inteiro, a média das Arenas mais modernas gira em
torno de 40 à 50 mil pessoas.
Jr – Pelo o que eu vejo, uma das coisas mais
importantes é a inclinação da arquibancada para uma
melhor visão do jogo. Os estádios modernos são
todos bem inclinados, como o Allianz Arena e até
mesmo o Pacaembu.
Seraphim - Vamos fazer uma inclinação diferente
para melhorar a visão; inclusive pelos padrões da
FIFA, teremos que deslocar o campo de futebol uns
metros no sentido da Av. Matarazzo para que a
pessoa que fica na curva, não fique em uma
distância maior do que a FIFA permite.
Jr - Entendi, vamos dizer que não vai existir
nenhum lugar ruim para assistir o jogo.
Seraphim - Não vai existir nenhum ponto morto, ou
cego, melhor falando, e todos vão ter uma excelente
visão e você vai poder assistir aos jogos da melhor
maneira possível.
Jr - Voltando a falar dos sócios, o Palácio do
Tênis, o Ginásio e o salão de festas, vão ter
alguma modificação?
Seraphim - O Palácio do Tênis não. O lugar dele vai
continuar.
Jr - Mas vai existir alguma reforma.
Seraphim - Vai ter reforma sim, uma coisa adequada.
Não vai ter mais yoga, snooker, que serão
realocados para outro espaço. Vai ser um Palácio
que vai poder recepcionar as pessoas como era
antigamente. Com relação ao salão de festas, vai
fazer parte da Arena. Vão fazer várias coisas
embaixo da Arena que vão ser utilizadas, como por
exemplo, salões para eventos. Fora isso, na esquina
da Av Matarazzo com a Rua Padre Thomaz, vai existir
um estacionamento para 1400 carros, em cima dele
vai construir dois andares para eventos com 12 mil
metros quadrados para que possam ser realizadas
convenções e coisas do tipo.
Jr - Para encerrar essa parte dos sócios, eu
gostaria de saber se área social do clube dá muito
prejuízo.
Seraphim - Na realidade não dá muito prejuízo, mas
a parte social é sim deficitária. Não é só com a
mensalidade do associado que consegue-se pagar
todos os custos. Mas isso, no momento em que o
Palmeiras tiver as reformas prontas, com a receita
da Arena, o clube vai ter condições mais do que
suficientes para pagar todos os custos.
Jr – Eu queria agora falar um pouco mais sobre a
Arena em si. O projeto existe mais ou menos desde
96, que começou na gestão do Mustafá. Por que só
agora que foi fechada essa parceria?
Seraphim - Na realidade, em 96 foi feita uma
comissão pelo conselho, em que o Carlos Fachina
Nunes era presidente, e que na realidade é o
presidente do conselho até hoje. Tiveram outras
pessoas que compunham esse conselho, que com o
tempo alguns faleceram, outros saíram da comissão e
o que restou hoje foram o Salvador Hugo Palaia,
José Cyrillo Jr. e o Fachina. Quando eu assumi a
presidência da comissão, o Fachina não queria
continuar, eu fiz um apelo para que ele
continuasse, porque essa obra não é de uma pessoa
ou grupo político, ela é do Palmeiras. Foi feito
inclusive um enorme esforço para conseguir se
manter o Alvará. Para isso o clube foi obrigado a
construir alguma coisa para manter esse alvará,
então, de tempos em tempos eram realizadas obras.
Antigamente não existia o fechamento entre a
arquibancada e a numerada descoberta, por exemplo.
Depois disso, foi criada uma nova arquibancada ao
lado das cadeiras cobertas. Na realidade o projeto
não era de uma arena, era apenas de que fossem
feitos camarotes e cobrir o estádio. Mas fez-se um
estudo na época e presidente Mustafá Contursi
contratou o Dr. Vladimir Rioli (Presidente da
PluriSport) para dar uma assessoria no projeto e
continua prestando esse serviço para o Palmeiras
até hoje.
Jr - Então o Dr. Vladimir Rioli, que é a pessoa
responsável pela consultoria do projeto da Arena,
foi contratado pelo Mustafá?
Seraphim - Ele é o consultor técnico, financeiro...
e foi contratado na gestão do Mustafá.
Jr – Comentaram comigo que 21 empresas contataram o
Palmeiras.
Seraphim - Não sei o número ao certo, mas foram
diversas empresas que entraram em contato com o
Palmeiras, mas nenhum desses projetos conseguiram
ir para frente porque a idéia era apenas para se
fazer alguma coisa visando os jogos de futebol, não
com a característica atual de uma Arena Multiuso.
Não existia projeto para estacionamentos,
restaurantes, uma série de coisas, então o conceito
era diferente naquela época. Todas as firmas que
estiveram em contato nunca fecharam com o Palmeiras
por vários motivos, às vezes pelo momento econômico
do país e uma série de coisas... na realidade tudo
tem um momento para que as coisas aconteçam. Acho
que agora apareceu uma oportunidade única e nós
fizemos muito esforço para que tudo isso seguisse
adiante.
Jr - Na apresentação que foi feita, o Dr. Vladimir
Rioli comentou que a WTorre foi a única empresa que
inclusive, ultrapassou as exigências mínimas
impostas pelo Palmeiras, correto?
Seraphim - Dentro do projeto que foi feito pelo
Fachina, Mustafá e Dr. Rioli, falava-se em fazer a
sessão dos direitos de solo do estádio por 25 anos.
O Palmeiras iria ter participação apenas depois de
alguns bons anos, no lucro do empreendimento.
Jr - Muito diferente do que é hoje, na receita
total.
Seraphim - Daquela outra forma o Palmeiras ia ficar
praticamente durante 15 anos, sem receber nada.
Então dentro deste acordo, com a participação nas
receitas, o Palmeiras optou ao invés de fazer um
projeto de 20 anos, ficar com 30 anos, mas desde o
começo o clube tem uma participação que vai
aumentando de 5 em 5 anos. Então temos as receitas
do Naming Rights, das cadeiras e camarotes, que é
uma receita fixa, que de 5 em 5 anos, vai
aumentando em 5% e em 25 anos, vai chegar em 25%.
Jr – Então não dá nem para fazer um comparativo com
a arena do Grêmio porque eles tem participação
sobre o lucro enquanto o nosso é sobre a receita.
Seraphim - Não se consegue controlar realmente os
gastos da arena no caso do recebimento sobre o
lucro, sempre ficaria alguma dúvida se o valor
estaria correto ou não. Nós, estando recebendo
sobre a receita é uma forma confiável de se
conseguir um controle dos ganhos. Por exemplo, se a
venda de camarotes e cadeiras cativas foi “x”, o
Palmeiras vai receber 5% desse valor e pronto.
Jr – Foi então optado pela simplicidade, né?
Seraphim - Foi optado pela simplicidade e são
profissionais que não tem ligação com o Palmeiras
que vão controlar isso, são empresas especializadas
na área. Após os 30 anos, vai ficar para as
gerações futuras decidirem os que será mais
apropriado para o Palmeiras definir qual caminho
deverá ser tomado com relação à Arena.
Jr - Voltando a falar sobre a cobertura, eu tenho
recebido muitos e-mails sobre o teto retrátil. Vai
ter ou não esse teto? Futuramente existe a
possibilidade desse teto ser feito?
Seraphim - De início, o estudo não é para que seja
fechada “a ferradura”. O que aconteceu é que com os
estudos que foram feitos, foi desaconselhado fazer
a cobertura retrátil com o formato atual, em razão
dos ventos que poderiam ocasionar um grave problema
estrutural. Além disso, com teto todo fechado,
teríamos um outro problema muito sério de
ventilação, devido ao clima tropical, prejudicando
inclusive a grama, mas se a procura para shows de
60 mil pessoas for grande, existe sim a
possibilidade da implantação do teto retrátil, pois
a estrutura necessária para isso já está toda
pronta para essa eventual mudança. O custo para
isso, está estimado em 40 milhões de reais. Outro
detalhe interessante é que o lado do campo onde
está o símbolo do Palmeiras haverá uma extensão da
cobertura, como você pode ver pela maquete. Ali
será o nosso anfiteatro com capacidade para 15 mil
pessoas, com a grande vantagem de não precisar
utilizar o gramado; inclusive o restaurante
panorâmico vai ter visão para esse anfiteatro.
Jr – O restaurante vai ficar aberto além dos
horários de jogos ou shows?
Seraphim - Vai ficar aberto todos os dias até as
23:00hs. Vai acabar sendo uma grande atração
turística da cidade.
Jr - E sobre as rendas das partidas, vão ficar
realmente para o Palmeiras?
Seraphim - Praticamente toda arrecadação dos jogos
é do Palmeiras, que vai pagar uma importância
simbólica, que é o custo de abertura da Arena (25
mil reais). A WTorre fez questão, inclusive, de que
o Palmeiras como mandante dos jogos, terá que
realizá-los todos na Arena Palestra Itália.
Jr – Então vai acabar com esse negócio de, por
exemplo, nós termos que jogar contra o Corintians
no Morumbi.
Seraphim - Isso vai evitar também que tenhamos um
show no mesmo dia, porque a prioridade da
utilização do estádio sempre será do Palmeiras e
mandaremos todos os clássicos aqui.
Jr - E sobre as cadeiras cativas que pertencem hoje
aos proprietários?
Seraphim - Vão ser realocadas. O Palmeiras vai
honrar um compromisso, como sempre honrou e
provavelmente com melhorias, devido ao estádio
novo.
Jr - O Prof. Belluzo fez uma entrevista para o
jornal Lance! sobre a construção de um hotel. O Sr.
acha necessária essa construção futuramente para
dar suporte à Arena?
Seraphim - Isso é uma coisa que a WTorre ainda está
analizando. Ela é uma empresa que entrou no ramo
hoteleiro e existe uma parceria entre eles e o
grupo Accor (Formule 1, Íbis e Sofitel) e estão
construíndo mais de 20 hotéis por todo o Brasil.
Eles acham que comportaria um hotel mas não dentro
da Arena e sim em alguma área por perto. Podendo
ser na Turiaçu ou na Padre Thomaz.
Jr – Com certeza vão existir outras Arenas para
tentarem competir com a nossa, só que nenhuma com a
nossa localização, o Sr. Concorda comigo?
Seraphim - Claro, concordo com você. Vale ainda
lembrar que temos uma infra-estrutura invejável ao
redor, com 2 shoppings e mais de 7 mil vagas de
estacionamento ao lado do estádio.
Jr – Queria agradecer o Sr. Seraphim pela
entrevista e tirar tantas dúvidas que nem sempre
são questionadas pela imprensa e que nossos sócios
e torcedores querem tanto ficar sabendo. O espaço é
seu para deixar uma mensagem para a nossa torcida.
Seraphim - Eu queria deixar a mensagem que o
Palmeiras, que se Deus quiser, com essa aprovação
da construção da Arena, ele irá se tornar, sem
dúvida alguma, o maior clube da América do Sul,
além de dar uma ótima visibilidade para o clube,
mundialmente falando. Vai ser o primeiro estádio de
todas a América, cumprindo 100% as exigências da
FIFA. Então, no dia 30, todo palmeirense sócio vai
ter a oportunidade de ajudar a se concretizar essa
tão importante mudança na história do Palmeiras.
Agradeço à todos pelo espaço. Um abraço à toda
torcida palmeirense.